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Rayan Cherki, o romântico do Manchester City: 'Quero mais jogadores como eu no futebol atual'

10 de maio de 20263 min de leituravia Ana Beatriz Santos
Rayan Cherki, o romântico do Manchester City: 'Quero mais jogadores como eu no futebol atual' — Futebol

Em uma temporada dominada por jogadas de bola parada, Rayan Cherki se destacou em sua estreia na Premier League tornando o futebol divertido novamente. Após um período de adaptação no Manchester City, o jovem francês se firmou como titular no time de Pep Guardiola e um dos atletas mais empolgantes da competição.

Numa era em que o esporte parece cada vez mais preso a esquemas táticos rígidos, Cherki surge como um resgate ao passado glorioso. Ele une ousadia, dribles geniais e resultados concretos, o que o torna imperdível. No City, só fica atrás de Erling Haaland em participações em gols nesta temporada.

Jamie Carragher o chamou de 'maverick' no início do ano, termo perfeito para descrever sua contribuição ao elenco de Guardiola. O técnico catalão pode franzir a testa para alguns malabarismos do pupilo, mas não esconde a admiração.

Cherki se vê como um raro expoente do futebol atual. Muitos sonharam com ídolos como Ronaldinho, Neymar e Messi, mas poucos jogam no mesmo estilo do ex-lyonês. Aos 22 anos, ele crê que há espaço para mais atletas assim.

"Hoje, o público nos estádios quer ver jogadores que criam momentos mágicos", disse Cherki à Sky Sports. "Se eu penso em um calcanhar, uma rabona, um chapéu ou um chute de longe, isso me permite ser eu mesmo. Não se deve segurar: tente. No futebol de agora, nem tudo dá certo, mas tentar aumenta as chances de sucesso."

Romantismo que emociona e diverte

"Não quero que o futebol vire um esporte comum, com menos torcedores. Quero que até os menos apaixonados sintam as emoções que ele traz. É um esporte que faz esquecer os problemas. Estou em campo para vencer, ser decisivo e curtir cada jogo.

Uma entrada dura também é diversão. Jogadores como Khusanov, Guehi, Nunes, Ait-Nouri e Gonzalez fazem recuperações incríveis. Isso é arte, amor pelo jogo. Devemos enriquecer ainda mais o futebol.

Futebol é minha vida toda, e ser romântico faz parte de mim. Não vou mudar."

Equilíbrio entre ataque e defesa no City

Apesar de sua maestria com a bola nos pés, as exigências de Guardiola forçaram Cherki a melhorar na marcação. Para ele, isso não limita a criatividade.

"É preciso ajudar o time ao máximo", explicou. "Atacantes não marcam como zagueiros, e defensores não atacam como nós. Todos os times têm recursos top. Haaland, eu, Semenyo, Foden, Marmoush e Doku nos doamos na defesa. Às vezes menos, mas é o equilíbrio.

Não pedimos a Khusanov, Guehi ou Dias que ataquem como nós. Encontramos o meio-termo ideal. Com bom astral, entendemos os esforços necessários."

O coletivo é essencial no Guardiola. Críticas de que ele inibe criativos, como com Grealish, não ecoam para Cherki, que elogia o chefe.

"Aprendo muito com Pep diariamente. É seu amor pelo futebol, o compromisso constante. Mesmo no perfeito, ele busca mais – igual a mim. Por isso nos entendemos: após bons jogos, busco falhas para evoluir. Nisso, ele é genial."

Assista Manchester City x Brentford ao vivo neste sábado, 9 de maio, às 17h30.

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