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Real Madrid deve oferecer entre 50 e 60 milhões de euros por Rodri

Por Rafael Mendes3 de agosto de 20264 min de leitura
Real Madrid deve oferecer entre 50 e 60 milhões de euros por Rodri — Futebol

Real Madrid deve oferecer entre 50 e 60 milhões de euros por Rodri, valor que coloca o meio-campista espanhol no centro de uma possível negociação de alto nível entre dois gigantes europeus. O clube espanhol já fez contatos iniciais com o Manchester City e está pronto para avançar com uma proposta formal nas próximas semanas, aproveitando o fato de que o jogador tem apenas um ano de contrato restante.

O interesse do Real Madrid por Rodri não é novo. Florentino Pérez, ao ser reeleito presidente, enfrentou críticas pela baixa presença de espanhóis na seleção nacional dentro do elenco merengue. A chegada de Marc Cucurella, também vindo da Premier League, reforça a estratégia de reforçar a identidade espanhola no time. Agora, o alvo principal é o capitão da Espanha campeã do mundo, que se tornou peça fundamental no sistema de Pep Guardiola.

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Rodri passou por cirurgia bem-sucedida nas costas na segunda-feira e deve ficar fora da Community Shield e da primeira rodada da Premier League. Apesar da ausência temporária, o City não pretende vendê-lo. A prioridade é renovar o contrato por longo prazo e mantê-lo como líder no novo projeto sob Enzo Maresca. A recusa em negociar reflete o quanto o meio-campista é insubstituível: ele dita o ritmo, recebe em espaços apertados e controla o jogo como poucos no futebol europeu.

Jamie Carragher foi direto ao avaliar o valor especulado: vender Rodri por 40 ou 50 milhões de libras não faz sentido para o City. O ex-jogador do Liverpool destacou que o espanhol é o melhor meio-campista da Premier League e que sua saída enfraqueceria demais o time na briga pelo título. Ele lembrou que, nas temporadas em que Rodri ficou fora por lesão, o Manchester City perdeu o trono inglês. Para Carragher, o ideal seria deixar o jogador sair de graça no final do contrato em vez de aceitar uma quantia que não permite repor alguém do mesmo nível.

A perda de Rodri seria enorme para o City. Guardiola já o chamou de melhor meio-campista do mundo e construiu toda a estratégia em torno de sua capacidade de receber a bola e distribuir jogo. Sem ele, o time perdeu consistência nos últimos anos. Agora, o clube aposta em Elliot Anderson como uma espécie de substituto em evolução. O jovem inglês, de 23 anos, traz números interessantes como box-to-box e pode aprender diretamente com Rodri antes de assumir mais responsabilidade.

Real Madrid deve oferecer entre 50 e 60 milhões de euros por Rodri — Futebol

No mercado, o City também avança na contratação de Ayyoub Bouaddi, meio-campista do Lille e da seleção marroquina, para reforçar o setor. Ainda assim, nenhum nome substitui a influência de Rodri dentro e fora de campo. O espanhol foi decisivo na campanha da Espanha na Copa do Mundo e segue sendo o elo entre defesa e ataque no Manchester City.

A possível saída de Rodri mexeria não só com a tabela da Premier League, mas também com a briga por vagas na Liga dos Campeões. O City, atual detentor de múltiplos títulos ingleses recentes, precisa manter o embalo para não deixar espaço para rivais como Arsenal e Liverpool. Já o Real Madrid, que busca reforços de qualidade para a próxima temporada europeia, vê em Rodri a chance de corrigir uma deficiência histórica no meio-campo e aumentar a representação espanhola no elenco.

O desfecho dessa novela dependerá da postura do Manchester City. Enquanto o clube inglês resiste, o Real Madrid parece disposto a testar os limites financeiros e a paciência do rival. Para os torcedores brasileiros que acompanham a Premier League, o assunto é relevante porque envolve dois times com grande base de fãs no país e um jogador que se tornou referência mundial na posição. Rodri representa raça e categoria, qualidades que o tornaram indispensável tanto no City quanto na seleção espanhola.

Se a transferência se concretizar, o impacto será sentido já no início da temporada, com o City precisando se adaptar sem seu maestro e o Real Madrid ganhando um pilar para o meio-campo. Por enquanto, a bola está com os dirigentes ingleses, que preferem a renovação ao dinheiro oferecido pelos espanhóis.

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