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Rebaixamento do Wolves: contratações ruins selam fim de oito anos na elite da Premier League

21 de abril de 20263 min de leituravia Ana Beatriz Santos
Rebaixamento do Wolves: contratações ruins selam fim de oito anos na elite da Premier League

O Fim de uma Era para o Wolves

Foi quase poético que Nuno Espírito Santo, o técnico português que elevou o Wolves à Premier League há oito anos, tenha contribuído indiretamente para o rebaixamento do ex-clube. Hoje no West Ham, seu empate contra o Crystal Palace selou o destino dos Lobos, mandando-os de volta à Championship com cinco rodadas por disputar.

Um Declínio Previsível

A queda parecia inevitável desde o início da temporada. O time perdeu os seis primeiros jogos e nunca saiu da lanterna, muito menos escapou do Z-3. Apesar de evitar o recorde de Derby como pior campanha da história, o desempenho foi desastroso, comparável apenas à derrocada do Aston Villa há uma década, após 28 anos na elite.

O problema não é de agora: o Wolves flertou com o rebaixamento em duas das últimas três temporadas e esteve na última posição no Natal de 2022. Vítor Pereira assumiu e salvou o barco na campanha passada, mas a venda constante de estrelas como Matheus Cunha, Rayan Aït-Nouri e Nelson Semedo não foi compensada.

Erros Graves no Mercado de Transferências

Diferente de rivais como Bournemouth, Brentford e Brighton, que reinvestem com sabedoria, o Wolves desperdiçou mais de R$ 1 bilhão em contratações nos dois últimos janelas de 2025. Nomes como Emmanuel Agbadou e Marshall Munetsi já foram dispensados, enquanto Jhon Arias voltou ao Brasil, Fer López ao Celta Vigo e outros, como Jackson Tchatchoua e Tolu Arokodare, não renderam.

Decisões táticas ruins de Pereira no outono e a sequência de sete derrotas iniciais de Rob Edwards como substituto abalaram ainda mais. Os torcedores criticam a falta de aporte dos donos Fosun e lembram das promessas de Champions League feitas pelo ex-presidente Jeff Shi nos tempos de dois sétimos lugares seguidos com Nuno.

Reconstrução Urgente na Championship

O clube demitiu técnico e diretor esportivo responsáveis pelas compras ruins, e Jeff Shi saiu em dezembro. O interino Nathan Shi (sem parentesco) foca no futuro: ingressos mais baratos, diálogo com a torcida e chegadas como a de Adam Armstrong, com mais de cem gols na segunda divisão inglesa, para trazer experiência.

Edwards teve vitórias em casa contra Villa e Liverpool, mas o elenco desmotivado dificultou a coesão. Com novo diretor técnico Matt Jackson, o plano é uma revolução cultural e de pessoal. O risco de 'duplo rebaixamento', como em 2012 ou com Luton em 2024, assombra – mas o objetivo é voltar rápido, aproveitando os paraquedas dourados.

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