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Reforma de São Januário emperra: Vasco lida com entraves na comercialização de potencial construtivo

15 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Reforma de São Januário emperra: Vasco lida com entraves na comercialização de potencial construtivo — Futebol

Vasco posterga modernização de São Januário e estuda fracionamento de vendas

A modernização do icônico estádio de São Januário continua sem cronograma definido, e o Vasco da Gama já considera internamente a possibilidade de as obras não saírem do papel em 2026. A demora nas negociações comerciais e os entraves burocráticos complicam o financiamento do projeto, que depende da venda de cerca de 280 mil metros quadrados de potencial construtivo, avaliado internamente em R$ 2 mil por metro quadrado – o que poderia render mais de R$ 500 milhões ao clube.

Negociação pelo terreno de Marapendi avança com cautela

A principal aposta vascaína recai sobre o terreno de Marapendi, na Barra da Tijuca, com 220 mil metros quadrados e capacidade para absorver grande parte desse potencial. O Cruz-Maltino aguarda o desfecho das tratativas lideradas pela SOD Capital para a aquisição da área, mantendo um acordo verbal de exclusividade, apesar da ausência de contrato formal. Outras incorporadoras, como Tegra, Cyrela e Multiplan, também disputam o local em uma transação estimada em R$ 500 milhões, o que alonga o processo.

A diretoria cruz-maltina respeita o compromisso informal com a SOD, mas sinaliza abertura para dialogar caso outra empresa feche o negócio e busque parcerias. Essa estratégia reflete a complexidade da operação, que exige paciência em meio à concorrência acirrada.

Alternativas como fracionamento e Terra Encantada ganham força

Diante dos atrasos, o Vasco avalia dividir o potencial construtivo em lotes menores para viabilizar vendas rápidas a múltiplas empresas. Duas negociações preliminares para 30 mil metros quadrados cada já foram alinhadas: uma prossegue com a Tegra, enquanto a outra perdeu fôlego recentemente.

Outra opção em estudo é o uso parcial do terreno do extinto Terra Encantada, controlado pela Cyrela, para acomodar frações específicas do potencial. Essas manobras buscam agilizar o caixa e destravar a tão sonhada reforma, essencial para o futuro do clube no futebol carioca e nacional.

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