Renato Gaúcho impõe superioridade a Diniz: menos posse de bola, mais triunfos nos duelos

No clássico embate entre controle da bola e pragmatismo nas quatro linhas, Renato Gaúcho cravou uma lição inesquecível ao eliminar o São Paulo de Fernando Diniz nas semifinais da Copa do Brasil de 2020. O Grêmio avançou à final com míseros 31% de posse nos dois jogos. Após a partida, o treinador gaúcho soltou a pérola: dominar a bola sem vitória é como passar a noite paquerando uma dama, com jantar e dança, só para vê-la ir embora com outro.
Dados compilados revelam que essa provocação reflete a realidade nos embates diretos. Neste domingo (26), Renato, agora no Vasco, encara Diniz, do Corinthians, pela 12ª vez. O vascaíno detém ampla vantagem, mesmo com bem menos domínio territorial.
Domínio de bola não basta para Diniz contra Renato
Em 11 confrontos, Diniz só triunfou uma vez, enquanto Renato acumula seis. Curiosamente, essa vitória isolada veio com posse inferior: em 2019, o Fluminense de Diniz bateu o Grêmio por 5 a 4 na Arena, com 48,8% contra 51,2% dos gaúchos.
No geral, os elencos de Diniz ficam com 63% da posse, ante 37% dos de Renato. Ainda assim, a eficiência fala mais alto pelo lado do técnico cruz-maltino.
Eficiência goleadora favorece Renato
Os times de Renato marcaram 20 gols nesses duelos, contra apenas dez dos rivais. Diniz celebrou tentos em só cinco partidas. Exemplos? Em 2022, o Flamengo de Renato massacrou o Santos de Diniz por 4 a 0 na Vila Belmiro, com posse quase empatada (50,3% x 49,8%). Já em 2023, na Arena do Grêmio, os gaúchos venceram o Flu por 2 a 1 com apenas 29% de bola, mesmo vice-líderes do Brasileirão e com Suárez no ataque.
Renato prova que o caminho mais curto ao resultado nem sempre passa pelo 'romantismo' da posse prolongada. O duelo deste fim de semana promete reacender essa rivalidade.
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