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Roger Machado e os dois meses turbulentos no São Paulo: pressão cresce após revés no clássico

11 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Roger Machado e os dois meses turbulentos no São Paulo: pressão cresce após revés no clássico — Futebol

Revés no clássico marca marco dos 60 dias

O São Paulo de Roger Machado completou exatamente dois meses de gestão com uma derrota por 3 a 2 para o Corinthians, na Neo Química Arena. Essa partida destacou as dificuldades iniciais do treinador, que assumiu sob olhares críticos da torcida, gerando um clima de desconfiança desde o primeiro dia e limitando sua capacidade de conquistar apoio imediato dos são-paulinos.

Detalhes da partida e falhas expostas

Desde o apito inicial, o Tricolor mostrou fragilidades defensivas, cedendo o gol de Raniele aos 15 minutos em cobrança de escanteio pelo lado direito. Luciano equilibrou o placar explorando erros de Raniele e Hugo Moura, mas o ataque parou por aí. No segundo tempo, faltou criatividade e reação, com o time pouco ameaçando o rival.

Questões táticas recorrentes

Diversos pontos fracos do esquema de Roger reapareceram: vulnerabilidade a gols em fases de desequilíbrio, meio-campo sobrecarregado com Bobadilla e Danielzinho, e a falta de Marcos Antônio. Taticamente inferiorizado, o São Paulo ficou exposto boa parte do jogo. O técnico observou os problemas no primeiro tempo, mas demorou para ajustar no intervalo e após os gols sofridos, o que ampliou as críticas ao seu redor.

Estatísticas do comando de Roger

Apesar das arestas a lapidar, os números são medianos. Em 16 jogos esta temporada, Roger registra sete triunfos, quatro igualdades e cinco reveses, com 52,1% de aproveitamento. Sua última experiência no Internacional rendeu 55,71%, em 73 partidas com 34 vitórias, 20 empates e 19 derrotas.

Oportunidade de reviravolta à vista

Sem vitórias em clássicos e com oscilações, Roger tem chance de mudar o rumo nesta quarta-feira, contra o Juventude em Caxias do Sul, na volta da quinta fase da Copa do Brasil. Com vantagem mínima do jogo de ida, uma vaga na próxima etapa poderia reduzir a pressão e simbolizar um recomeço, especialmente nessa cidade que marcou o início da carreira do treinador no futebol.

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