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Roger Machado revela tristeza profunda com vaias da torcida tricolor após triunfo suado

22 de abril de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Roger Machado revela tristeza profunda com vaias da torcida tricolor após triunfo suado

Triunfo magro e rejeição no Morumbi

O técnico Roger Machado do São Paulo não escondeu a decepção com a reação da torcida após a vitória por 1 a 0 sobre o Juventude, pela Copa do Brasil. Apesar do resultado positivo no Morumbi, o treinador foi duramente vaiado e xingado pelos são-paulinos, o que gerou um desabafo sincero sobre o atual momento vivido no clube.

Clima interno positivo contra pressão externa

Machado destacou a diferença entre o ambiente dentro do grupo e a cobrança vinda de fora. Ele enfatizou que o vestiário está unido e motivado, com todos focados em reverter a situação. "É essencial distinguir o que acontece internamente da pressão externa, que acaba respingando nos atletas", comentou. No jogo anterior pela Sul-Americana, ele precisou acalmar o time, ansioso pelo clima hostil criado pela torcida. Com mais de três décadas de carreira, o treinador já enfrentou turbulências semelhantes e reafirma a confiança no processo de recuperação.

Jogadores apoiam e futuro no cargo

Questionado sobre uma possível saída, Roger foi categórico: abandonar o posto não seria o exemplo ideal para suas filhas em meio a desafios. Ele segue dedicado até que a diretoria decida o contrário, citando o apoio de Rui Costa, do presidente e de Rafinha. Após o apito final, os jogadores o cercaram com abraços, pedindo firmeza e crendo em dias melhores. "Esse sentimento de união me fortalece", acrescentou.

Desabafo sobre a tristeza causada pelas críticas

O ponto mais emotivo veio ao descrever o impacto das manifestações. Roger admitiu um "sentimento de tristeza" pela intensidade das vaias, que não se limitam aos placares recentes, mas persistem há tempos. Frustrado pelo placar mínimo e pela falta de gols extras, ele se sente avaliado além dos resultados, gerando insegurança no elenco. Ainda assim, mantém a fé na virada: "Nunca passei por algo assim, mas o trabalho vai prevalecer".

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