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São Januário aos 99 anos: reforma do estádio vascaíno ainda depende de vendas decisivas

21 de abril de 20262 min de leituravia Rafael Souza
São Januário aos 99 anos: reforma do estádio vascaíno ainda depende de vendas decisivas

Aniversário marcado por expectativa no Gigante da Colina

Nesta terça-feira (21), o icônico São Januário celebra 99 anos de história, mas o Vasco da Gama vive um momento de ansiedade. A reforma do estádio, prioridade da gestão de Pedrinho, permanece engavetada, aguardando a comercialização do potencial construtivo para viabilizar as obras.

Mecanismo inovador supera barreiras jurídicas

Por ser um patrimônio tombado, São Januário enfrenta restrições para ampliações. A solução encontrada pelo clube foi a Transferência do Direito de Construir (TDC), permitindo vender o direito de edificação não aproveitado a construtoras. Esse recurso bancaria toda a modernização do caldeirão cruzmaltino.

O caminho foi pavimentado com sucesso: em junho de 2024, a Câmara do Rio aprovou por unanimidade a Lei Complementar 272. Logo em julho, o prefeito Eduardo Paes sancionou o texto, e em dezembro saíram os decretos reguladores. Assim, o Vasco liberou cerca de 280 mil metros quadrados para negociação, mirando arrecadar R$ 500 milhões.

Negociações avançam, mas obras esperam segurança

Empresas já sinalizaram interesse por 60 mil metros quadrados, mas a diretoria prefere garantir o grosso dos recursos antes de dar o sinal verde. Iniciar sem isso poderia levar a interrupções arriscadas. O foco agora está no terreno de Marapendi, na Barra da Tijuca, com 200 mil metros quadrados ideais para absorver grande parte do potencial.

O antigo espaço do Terra Encantada foi opção, mas perdeu força após a compra pela Cyrela e laços com o Parque Olímpico. Sem fechar essa grande operação, não há data oficial para o canteiro de obras. Há quem cogite adiar para depois do centenário em 2027, com um jogo festivo antes, mas a preferência é acelerar com estabilidade financeira.

São Januário, símbolo vascaíno, tem o projeto pronto no papel — aprovado politicamente e juridicamente. Resta converter o potencial em caixa para que a transformação saia do sonho e vire realidade.

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