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São Paulo divide por dois investimentos em contratações em 2025 e avança nas finanças

2 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
São Paulo divide por dois investimentos em contratações em 2025 e avança nas finanças — Futebol

Estratégia de contenção impulsiona receitas

O São Paulo adotou uma abordagem conservadora no mercado de transferências em 2025, reduzindo os investimentos em novos jogadores para R$ 55,9 milhões, metade do valor aplicado em 2024, que foi de R$ 110 milhões. Essa mudança reflete uma política focada em aquisições econômicas, como contratações de atletas sem vínculo, empréstimos e corte na folha de pagamentos, modelo que continua vigente.

Vendas de atletas impulsionam caixa do clube

Enquanto controlava despesas com reforços, o Tricolor multiplicou as receitas provenientes de negociações de jogadores. Em 2025, o clube faturou R$ 283 milhões com a venda de direitos econômicos, salto impressionante ante os R$ 93 milhões de 2024. A receita operacional total chegou a R$ 1,073 bilhão, contra R$ 727,5 milhões no ano anterior, graças a R$ 283,7 milhões em vendas de atletas, R$ 245 milhões em direitos de transmissão e premiações, e R$ 121,3 milhões em patrocínios e publicidade.

Dívida diminui, mas desafios persistem

As despesas operacionais se mantiveram altas, em R$ 1,016 bilhão, praticamente iguais às de 2024. No entanto, o passivo a descoberto encolheu de R$ 595,7 milhões para R$ 536,2 milhões, uma redução de cerca de R$ 59 milhões. O caixa fechou o ano com R$ 23,9 milhões, e as contas a receber superaram R$ 1,4 bilhão, sinalizando receitas futuras garantidas. Os empréstimos bancários somaram R$ 277,6 milhões. Apesar dos progressos, o clube ainda depende de vendas pontuais para equilibrar as contas.

Conselho rejeita balanço e aponta irregularidades

O Conselho Deliberativo reprovou o balanço de 2025, último da gestão Julio Casares. A auditoria destacou ressalvas sobre R$ 11 milhões em saques não totalmente rastreados, incluindo cerca de R$ 7 milhões sem comprovantes adequados. Auditorias em cartões corporativos de Casares, Belmonte e Serginho não detectaram problemas nos dois últimos, mas identificaram R$ 500 mil em despesas pessoais de Casares, que foram reembolsadas sem detalhes sobre o processo.

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