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São Paulo fatura mais de R$ 1 bi em 2025 graças às joias de Cotia e registra superávit histórico

1 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
São Paulo fatura mais de R$ 1 bi em 2025 graças às joias de Cotia e registra superávit histórico — Futebol

Avanço financeiro do Tricolor em 2025

O São Paulo apresentou um balanço orçamentário impressionante para a temporada 2025, com arrecadação superior a R$ 1 bilhão. Esse montante representa um crescimento de 47,14% em comparação a 2024, quando o clube havia registrado R$ 737,4 milhões. O destaque foi o superávit de R$ 56 milhões, sinalizando uma gestão mais equilibrada.

Vendas de jovens talentos impulsionam as contas

O grande motor desse sucesso veio das negociações com jogadores formados na base de Cotia. As vendas de atletas geraram R$ 283,7 milhões, um salto expressivo ante os R$ 93,3 milhões de 2024. Essas operações, listadas como "negociações de atletas", foram cruciais para o caixa do Tricolor.

A receita operacional total alcançou R$ 1,073 bilhão, contra R$ 727,5 milhões no ano anterior. No futebol, além das transferências, os direitos de transmissão e premiações trouxeram R$ 245 milhões, enquanto publicidade e patrocínios somaram R$ 121,3 milhões.

Despesas controladas e dívidas em queda

As despesas operacionais ficaram em R$ 1,016 bilhão, praticamente estáveis em relação ao período anterior. A dívida patrimonial reduziu de R$ 595,7 milhões para R$ 536,2 milhões, uma economia de cerca de R$ 59 milhões. O clube terminou o ano com R$ 23,9 milhões em caixa e contas a receber acima de R$ 1,4 bilhão, apontando para receitas garantidas no futuro. Os empréstimos bancários totalizaram R$ 277,6 milhões.

Em linhas gerais, o São Paulo avançou significativamente, com receitas em alta e endividamento menor, mas ainda depende de vendas pontuais para manter a estabilidade.

Reprovação no Conselho e ressalvas na auditoria

Apesar dos números positivos, o Conselho Deliberativo rejeitou o balanço, último da era Casares. Uma ressalva chamou atenção: cerca de R$ 11 milhões em saques sem rastreamento completo, com R$ 7 milhões sem comprovantes adequados.

Auditorias em cartões corporativos de Julio Casares, Belmonte e Serginho não detectaram irregularidades nos dois últimos. No caso de Casares, gastos pessoais de R$ 500 mil foram identificados e reembolsados, sem detalhes sobre o processo.

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