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São Paulo supera Juventude, mas vaias da torcida expõem crise no Morumbi

22 de abril de 20262 min de leituravia Rafael Souza
São Paulo supera Juventude, mas vaias da torcida expõem crise no Morumbi

Triunfo amargo: vitória sem aplausos no Tricolor

O São Paulo garantiu uma vantagem mínima ao bater o Juventude por 1 a 0 na ida das oitavas de final da Copa do Brasil, mas o clima no Morumbi foi de total insatisfação. Apesar do resultado favorável, que abre boas perspectivas para o jogo de volta, a torcida não perdoou e vaiou o time desde o início, mantendo a pressão sobre o técnico Roger Machado mesmo após o gol salvador de Luciano.

Pressão política e externa sufoca o desempenho

O descontentamento vai além do gramado e reflete a turbulência interna do clube. Críticas à diretoria, incluindo o presidente Rui Costa, misturam-se às reclamações contra o treinador, influenciadas por decisões como a contratação de Roger e a saída de Hernán Crespo. Torcedores organizados cobraram a demissão de um executivo na véspera do duelo, ampliando o ambiente hostil que acompanhou os 90 minutos.

Números positivos, mas finalizações ineficazes

Taticamente, o São Paulo foi dominante: controlou 68% da posse de bola, finalizou 19 vezes (seis no alvo), conquistou 13 escanteios e trocou 495 passes, com 68 ações no terço final, segundo o Sofascore. Jogadores como Arthur se destacaram pela consistência, e Luciano, autor do gol, foi um dos raros a receber aplausos em meio às vaias. No entanto, a equipe desperdiçou duas grandes chances, acertou a trave duas vezes e converteu só sete de 32 cruzamentos, revelando falhas na precisão.

Roger Machado cobra equilíbrio psicológico

O treinador reconheceu o impacto da pressão externa: "É essencial diferenciar o ambiente interno, que é saudável e unido, da tensão de fora, que afeta os atletas. Pedi calma ao grupo na Sul-Americana por causa disso. Com 33 anos de carreira, sei lidar com pressões, e sigo confiante na virada". Ele lamentou o 'sentimento de tristeza' ao deixar o campo e defendeu o foco no trabalho coletivo.

Desafios à frente para reconquistar a Fiel

O paradoxo é claro: o time vence, mas não empolga. Antes do retorno a Caxias do Sul em 13 de maio, o São Paulo enfrenta o Mirassol em Campinas pelo Brasileirão, onde o desempenho de Roger tem sido irregular. A missão agora é não só pontuar, mas reconectar com a torcida, transformando vaias em apoio para acalmar as águas turbulentas no clube.

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