São Paulo usa pausa da Copa para tratar lesões, recuperar moral e afastar crises

Tricolor mira estabilidade após período conturbado
O São Paulo já iniciou oficialmente seu recesso. Com a interrupção do calendário motivada pela Copa do Mundo, o elenco recebeu 15 dias de descanso e só voltará aos gramados em 22 de julho, quando enfrenta o Athletico-PR pelo Campeonato Brasileiro. O intervalo será aproveitado para resolver pendências que marcaram a primeira metade do ano, especialmente a recuperação física de atletas importantes, o restabelecimento da confiança da equipe e a tentativa de reduzir tensões internas e externas.
Situação na tabela e desafios médicos
Atualmente na oitava posição do Brasileirão, o clube precisa de uma reação rápida para voltar a sonhar com a Libertadores. O departamento médico, que parecia controlado no início da temporada, passou a acumular problemas nas últimas semanas. Lucas Moura, que rompeu o tendão de Aquiles em maio, não terá folga e segue em tratamento, com retorno descartado ainda em 2023. Luciano trata uma lesão na panturrilha, enquanto Sabino lida com problema muscular e deve continuar no CT. Cauly, por sua vez, é o que está mais avançado na reabilitação e já realiza trabalho de transição.
Busca por confiança e foco no Brasileirão
A falta de resultados positivos também pesa. O time soma cinco jogos sem vitória no nacional e a classificação para a Sul-Americana não trouxe tranquilidade ao grupo. Dorival Júnior e os jogadores têm repetido a necessidade de uma retomada imediata, já que a equipe só volta a disputar a competição continental em agosto. Todo o planejamento agora concentra-se no Campeonato Brasileiro.
Crises políticas e decisões no elenco
Além dos problemas em campo, o clube enfrenta questões políticas que devem ganhar força durante a pausa. Com eleições previstas para o fim do ano, articulações nos bastidores e possíveis candidaturas voltam ao centro dos debates. O presidente Júlio Casares renunciou após processo de impeachment em janeiro, e Harry Massis assumiu interinamente sem pretensão de disputar a reeleição. Nomes como Rui Costa e Rafinha também permanecem em discussões.
No aspecto esportivo, o clube avalia o futuro de Arboleda, que viajou ao Equador sem autorização e não será reintegrado ao grupo. A ideia é buscar uma solução negociada para o defensor. No geral, o São Paulo vê a parada como uma oportunidade para estabilizar o ambiente e retornar com foco renovado.
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