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Temporada de pesadelo do Tottenham: como o Spurs evitou o rebaixamento na Premier League

24 de maio de 20263 min de leituravia Ana Beatriz Santos
Temporada de pesadelo do Tottenham: como o Spurs evitou o rebaixamento na Premier League — Futebol

Um verão de decepções

Thomas Frank estreou como técnico do Tottenham em julho com declarações realistas sobre a temporada que se aproximava. O dinamarquês assumiu o lugar de Ange Postecoglou, dispensado mesmo após a conquista da Liga Europa. Logo na Supercopa Europeia contra o PSG, o time desperdiçou vantagem de dois gols e perdeu nos pênaltis, reacendendo críticas antigas sobre a instabilidade da equipe.

O mercado de transferências agravou os problemas. Eberechi Eze optou pelo Arsenal, rival direto, enquanto a contratação de Morgan Gibbs-White também fracassou. Essas perdas se tornaram ainda mais sentidas com a grave lesão de James Maddison, que rompeu o ligamento cruzado anterior em um amistoso.

Crise de lesões se repete

Sem Maddison, Dejan Kulusevski e Heung-Min Son, o Tottenham enfrentou falta de criatividade. A chegada de Xavi Simons por 51 milhões de libras não resolveu o problema imediatamente. Simons só marcou seu primeiro gol na Premier League em dezembro e depois sofreu lesão no ligamento cruzado em abril.

Dados mostram que 27 jogadores foram afetados por lesões ao longo da temporada, repetindo o padrão da campanha anterior. O clube registrou o segundo maior número de contusões entre os times da liga.

Saída inesperada de Levy e início promissor

A renúncia de Daniel Levy em setembro surpreendeu a torcida e gerou especulações sobre possível venda do clube. Vinai Venkatesham e Johan Lange assumiram o comando. Apesar da turbulência administrativa, o time começou bem e chegou ao fim de outubro na terceira colocação.

Novembro vira pesadelo

A derrota em casa para o Chelsea marcou o início de uma sequência ruim. Os jogadores Micky van de Ven e Djed Spence ignoraram orientações de Frank ao deixar o campo. Em seguida, o Arsenal aplicou uma goleada de 4 a 1 com hat-trick de Eze. A derrota para o Fulham completou um mês desastroso, com vaias à torcida e ao goleiro Vicario.

Desgaste cresce e Frank é demitido

Empates e derrotas se acumularam. Após empate sem gols contra o Brentford, Frank foi vaiado. A imagem dele bebendo de um copo do Arsenal antes do jogo contra o Bournemouth virou símbolo da crise. Jogadores discutiram com a torcida e o capitão Cristian Romero criticou a diretoria.

A janela de janeiro trouxe apenas Conor Gallagher e um jovem brasileiro, sem substituir Brennan Johnson, vendido ao Crystal Palace. Frank foi demitido após seis derrotas seguidas, deixando o time em 16º lugar.

Passagem curta de Igor Tudor

Igor Tudor assumiu com contrato até o fim da temporada, mas durou apenas sete jogos. Perdeu os quatro primeiros, incluindo um 4 a 1 para o Arsenal. O empate em Liverpool e a vitória sobre o Atlético de Madrid na Liga dos Campeões não evitaram sua saída após derrota para o Nottingham Forest.

De Zerbi chega e o time se salva

Roberto De Zerbi assumiu quando o Tottenham já estava na zona de rebaixamento. Após uma sequência de resultados ruins, a vitória sobre o Aston Villa tirou o time da zona de risco. Decisões polêmicas do VAR e erros próprios complicaram a reta final, mas o Tottenham venceu o Everton no último dia e garantiu a permanência.

A torcida comemorou a fuga do rebaixamento, porém o clube precisa evitar repetir o ciclo de instabilidade nas próximas temporadas.

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