Toto Wolff comenta possível retorno de Christian Horner à Fórmula 1 e alerta sobre consequências do passado

Toto Wolff, chefe da Mercedes na Fórmula 1, negou qualquer tentativa de impedir o retorno de Christian Horner ao esporte, mas fez um alerta claro ao seu antigo rival. Segundo Wolff, Horner pode enfrentar 'repercussões' por suas ações passadas, que, nas palavras do austríaco, 'quebraram muito vidro' durante sua passagem como chefe da Red Bull.
Horner foi demitido de seus cargos de diretor de equipe e CEO da Red Bull em julho do ano passado, mas demonstrou interesse em voltar ao paddock para resolver o que descreveu como 'negócios inacabados'. Uma possível porta de entrada surgiu com a notícia de que o britânico de 52 anos estaria interessado em adquirir uma participação de 24% na equipe Alpine, atualmente detida pela empresa de investimentos Otro Capital. No entanto, Wolff e a Mercedes também manifestaram interesse nessa mesma fatia da equipe francesa, o que gerou especulações sobre uma rivalidade direta entre os dois.
Em entrevista à Press Association, Wolff descartou qualquer ligação entre o interesse da Mercedes na Alpine e os planos de Horner. 'A ideia de que há uma disputa entre mim e Christian sobre quem compra essa participação na Alpine é pura invenção. Seria lamentável se isso fosse um fator na decisão de fazer ou não esse investimento. Estamos analisando a oportunidade sob diferentes perspectivas e ainda não chegamos a uma conclusão sobre se faz sentido ou não', explicou.
Rivalidade histórica e controvérsias
Wolff e Horner se tornaram figuras centrais na Fórmula 1, especialmente durante a intensa rivalidade entre Mercedes e Red Bull, que atingiu seu auge na disputa pelo título de 2021 entre Lewis Hamilton e Max Verstappen. Enquanto Horner celebrou sucessos recentes, com Verstappen conquistando quatro títulos consecutivos entre 2021 e 2024, os últimos 18 meses de sua gestão na Red Bull foram marcados por controvérsias. Acusações de comportamento controlador por parte de uma colega de equipe surgiram, embora Horner tenha sido inocentado em duas ocasiões.
Visão ambígua sobre o retorno
Sobre a possibilidade de Horner voltar à Fórmula 1, Wolff se mostrou dividido. 'O esporte sente falta de personalidades, e a dele era claramente controversa, o que é bom para a categoria. Falei com Fred Vasseur, da Ferrari, que precisamos do bom, do mau e do feio. Agora, só temos o bom e o feio, o mau se foi', comentou, em tom provocador. Ainda assim, Wolff deixou claro que não vê Horner como um potencial aliado ou alguém com objetivos alinhados aos seus.
Apesar das tensões do passado, marcadas por rivalidades ferozes e episódios que Wolff admite não compreender até hoje, ele reconheceu os méritos do britânico. 'Não desejo mal a ele. Temos que dar crédito uns aos outros. Poucos chefes de equipe conseguiram o que ele conseguiu. Seja qual for o desfecho, se ele voltar ou não à Fórmula 1, estou tranquilo com isso', concluiu.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 1 e 3 de maio com o Grande Prêmio de Miami, o segundo fim de semana de Sprint da temporada, transmitido ao vivo pela Sky Sports F1.



