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Tottenham em Transformação: Hierarquia Busca Virada Após Pior Temporada na Era Moderna

25 de maio de 20263 min de leituravia Ana Beatriz Santos
Tottenham em Transformação: Hierarquia Busca Virada Após Pior Temporada na Era Moderna — Futebol

Temporada Turbulenta no Tottenham

Apesar de garantir a sobrevivência na Premier League no último dia, a temporada do Tottenham Hotspur será lembrada como uma das piores da era moderna. Os problemas não se limitaram ao campo, mas se estenderam a toda a estrutura do clube, com mudanças profundas em todos os níveis.

O caos interno afetou diretamente o desempenho em campo, resultado de um declínio prolongado que contrasta com a imagem moderna do estádio e do centro de treinamento.

Propriedade e Finanças

Desde 2022, os filhos de Joe Lewis, Vivienne e Charles, junto com o genro Nick Beucher, assumiram o controle via trust familiar. Com o time rendendo abaixo do esperado e protestos de torcedores crescendo, a família passou a supervisionar mais de perto a gestão.

A saída de Daniel Levy em setembro do ano passado marcou o início de uma revisão interna conduzida pelo CEO Vinai Venkatesham. O diagnóstico revelou um clube com receita em alta, mas dívidas crescentes, time pouco competitivo e moral interno abalado.

As contas de 2024-25 mostraram prejuízos de 450 milhões de libras desde 2020, fruto de gastos insustentáveis. A família injetou 100 milhões de libras e mais aportes são esperados para equilibrar as finanças, sem foco em contratações.

Nova Estrutura Executiva

A saída de executivos como Scott Munn, Donna-Maria Cullen e Rebecca Caplehorn abriu espaço para uma nova liderança. Venkatesham trouxe Rafi Moersen e Dan Lewindon, ambos do City Football Group, para reforçar operações e performance.

Johan Lange continua como diretor esportivo e a chegada de Sébastien Kehl é vista como prioridade. O objetivo é criar uma cultura focada no sucesso em campo, com mudanças em staff, processos e mentalidade.

Problemas no Elenco e Liderança

A revisão revelou falhas na captação de jogadores, excesso de volantes defensivos e falta de criadores. A saída de capitães como Lloris, Kane e Son deixou um vácuo de liderança que agora é prioridade.

Nomes como Andy Robertson e Conor Gallagher foram alvo por seu perfil de liderança. Cristian Romero, atual capitão, é visto como insuficiente nesse aspecto, com decisões que impactam negativamente o grupo.

Recrutamento e Lesões

O clube reconhece que priorizou atributos físicos em vez de qualidade técnica, além de trocar de estilo a cada treinador desde a saída de Pochettino. O foco agora é alinhar contratações ao técnico Roberto De Zerbi, com mais flexibilidade salarial.

As lesões também foram alvo de auditorias independentes. Com 1.377 dias de ausência, o maior número da liga, Dan Lewindon lidera a reestruturação do departamento médico para evitar recorrências.

Base e Relacionamento com a Torcida

A academia perdeu força após a saída de John McDermott em 2020. Talentos como Luka Vuskovic e Mikey Moore brilham em outros clubes, enquanto o Tottenham investe novamente para recuperar o caminho de formação.

A relação com os torcedores exige reconstrução após protestos e clima hostil no estádio. A hierarquia planeja maior comunicação e visibilidade para restaurar a confiança, ciente de que o processo será longo.

Thomas Frank resumiu o desafio como virar um superpetroleiro, e a família Lewis demonstra compromisso com a reconstrução de longo prazo.

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