Tottenham investiga gramado retrátil em meio à pior crise de lesões da Premier League

O Tottenham realizou uma ampla revisão interna em seus departamentos de desempenho e médico, com foco especial no gramado retrátil do estádio do clube como possível fator para a grave sequência de lesões.
A equipe londrina registrou o maior número de dias perdidos por contusões entre todos os times da Premier League nesta temporada. Os jogadores somaram 370 jogos perdidos em todas as competições, também o maior índice entre os clubes da primeira divisão inglesa.
A dificuldade em manter o elenco saudável quase custou o rebaixamento ao Tottenham. Sob o comando de Roberto De Zerbi, o time precisou de uma vitória dramática na última rodada contra o Everton para garantir a permanência na elite.
Revisão aponta problemas estruturais
Desde o início da temporada 2024/25, o Tottenham acumula 123 lesões, número superado apenas pelo rival Arsenal. É o segundo ano consecutivo de problemas graves, com duas campanhas terminando na 17ª posição.
O novo diretor de performance, Dan Lewindon, concluiu uma análise detalhada após três meses no cargo. O gramado retrátil do estádio é apontado como área de preocupação, embora testes externos realizados até agora tenham sido inconclusivos.
Novos exames mais aprofundados estão previstos para as próximas semanas, comparando a superfície do estádio com outros gramados da Premier League e com o campo de treino.
Mudanças na estrutura médica e de preparação
Lewindon identificou falhas de integração e comunicação entre as áreas de performance. Para corrigir o problema, o clube adotará um modelo de equipes reduzidas, com até seis jogadores acompanhados por um fisioterapeuta específico.
O Tottenham também planeja contratar um psicólogo para a equipe principal, visando melhorar a comunicação e o suporte individual aos atletas. As trocas constantes de treinadores nos últimos meses também são consideradas um fator de risco adicional.
De Zerbi e a polêmica com Simons
O técnico Roberto De Zerbi perdeu um jogador em cada um dos três primeiros jogos no comando. Entre os casos, destacou-se a lesão de Xavi Simons, que sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior após retornar brevemente ao campo com spray de gelo.
A direção do clube considerou correta a decisão da equipe médica, pois o jogador desejava continuar e não havia como realizar o teste de ACL imediatamente em campo.
Maddison cobra investigação
James Maddison classificou o problema de lesões como “astronômico” e defendeu uma análise profunda. O meia, que voltou a campo apenas como reserva no final da temporada, afirmou que a ausência de titulares como Kulusevski, Kudus e Bentancur foi decisiva para a luta contra o rebaixamento.
Apesar das dificuldades, o Tottenham encerrou a temporada com a permanência garantida e agora busca soluções para reverter a crise de contusões na próxima campanha.
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