Tottenham na corda bamba: Spurs decidem permanência na Premier League contra o Everton
O confronto deste domingo em casa contra o Everton representa o jogo mais importante da história recente do Tottenham.
Não se trata apenas dos 11 jogadores em campo. O clube e o negócio envolvem centenas de funcionários preocupados com seus empregos e futuro.
A única forma de o Spurs cair para a Championship é perder em casa para o Everton e o West Ham vencer o Leeds no London Stadium.
Vitória traz alívio, não euforia
Caso evite o rebaixamento, a torcida comemorará, mas o sentimento será de alívio em vez de euforia. Independentemente do resultado, os torcedores estarão irritados com a campanha desastrosa.
Um ano atrás, o clube celebrava o título da Liga Europa com mais de 220 mil fãs no desfile. Porém, encerrar a seca de 17 anos sem troféus não bastou para Ange Postecoglou manter o cargo após o pior desempenho na Premier League, terminando em 17º lugar.
A diretoria cobrou competição em todas as frentes, mas a temporada se resumiu a um único objetivo: permanecer na elite no último dia.
Erros de comando, contratações ruins e cultura de derrotas
Tudo começou no verão. Thomas Frank, sucessor de Postecoglou, não se encaixou no clube. Alguns jogadores o aceitaram, mas outros não se adaptaram ao dinamarquês. Ele deveria ter sido demitido antes, especialmente após a derrota para o West Ham em janeiro.
A crise de lesões piorou ainda mais. A perda de Dejan Kulusevski, James Maddison e Mohammed Kudus, somada à saída de Heung-Min Son, deixou o elenco fragilizado. Perder virou rotina esperada, e a boa campanha na Champions League gerou falsa confiança.
As contratações foram insuficientes. No mercado de janeiro, apenas Conor Gallagher chegou como reforço relevante, em uma posição já bem servida, enquanto Brennan Johnson foi vendido sem reposição adequada.
A nomeação de Igor Tudor também foi equivocada: ele durou apenas sete jogos após declarar que o elenco não era bom o suficiente. Roberto De Zerbi trouxe impacto positivo e provavelmente teria deixado o time em 12º ou 13º caso assumisse antes.
Maddison pode ser o herói
Os Spurs precisarão de um destaque no domingo, e James Maddison parece o candidato ideal. Ele já mostrou qualidade nas duas entradas recentes após lesão grave no joelho. Porém, não deve iniciar como titular por limitações físicas.
Mesmo assim, sua liderança e presença são fundamentais em momento tão tenso. Espera-se que ele comece no banco.
Se o Tottenham cair, terá apenas a si mesmo para culpar. A dor será maior se o Arsenal levantar o troféu da Premier League no mesmo dia.
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