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Vasco em crise: ataque sem inspiração e defesa vulnerável abalam era Renato Gaúcho

27 de abril de 20263 min de leituravia Vitória Mendes Albuquerque
Vasco em crise: ataque sem inspiração e defesa vulnerável abalam era Renato Gaúcho — Futebol

O Vasco da Gama atravessa seu primeiro período de instabilidade sob o comando de Renato Gaúcho. Após um arranque impressionante, com dez pontos nos primeiros 12 possíveis, o time agora soma apenas cinco dos últimos 15 disputados. A recente derrota por 1 a 0 para o Corinthians, no domingo (26), expôs os problemas e levou o técnico a apontar o dedo para os atletas, sem assumir culpa.

"A bola cruzou a área do rival várias vezes, mas não convertemos. Não fujo da responsabilidade, mas fiz o que pude: escalei vários atacantes. Não entro em campo para jogar. Cumpri minha parte, só faltou o gol do empate", declarou Renato Gaúcho.

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O equatoriano encontrou seu ritmo ao marcar pela estreia com o treinador e se torna peça-chave na conquista contra o Atlético-MG.

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O artilheiro foi o grande destaque nos sete pontos recentes do Tricolor no Campeonato Brasileiro.

Nos primeiros quatro compromissos do Brasileirão, o Vasco celebrou três triunfos e um empate, atingindo 83,3% de aproveitamento. Nos seis seguintes, porém, apenas uma vitória, dois empates e duas reveses, reduzindo o índice para 33,3%. Essa piora acompanha uma alteração tática que deixou o elenco mais exposto, sem solucionar a escassez de ideias ofensivas.

Ao assumir, Renato priorizou solidez atrás, escalando um volante recuado e dois mais avançados. O ataque, no entanto, sofreu. Ele ajustou com um armador criativo, o que comprometeu o desempenho de Tchê Tchê.

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O revés ante o Corinthians ilustra as dores de cabeça vascaínas. Com superioridade numérica no segundo tempo inteiro, o Cruzmaltino não ameaçou o goleiro adversário. Renato avançou com quatro homens no ataque, mas o esquema se resumiu a lançamentos aéreos, facilitando o trabalho da zaga alvinegra. Faltou armação pelo meio.

A retaguarda, por sua vez, revelou fraquezas mesmo em paridade numérica. No trecho equilibrado, o Corinthians controlou o jogo e criou mais. Seja com Diniz ou Renato, a defesa segue instável, sofrendo gols em todas as rodadas do Brasileirão.

"Alguns atletas ficaram aquém do habitual. Não rendemos por isso. Evito citar nomes, mas os principais não entregaram. Isso impacta o coletivo, independentemente da posição", analisou o treinador.

Outro ponto preocupante é a seca de vitórias longe do São Januário: em seis partidas, três empates e três derrotas, com sete gols marcados e dez levados (quase dois por jogo fora). Em casa, o saldo é positivo: quatro vitórias, um empate e duas quedas em sete duelos, com 11 a favor e nove contra.

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