Vitória do Atlético-MG na Sul-Americana acende alerta: desempenho preocupa

O Atlético-MG conseguiu uma vitória importante por 2 a 1 contra o Juventud, em partida válida pela Copa Sul-Americana, mas o desempenho da equipe deixou muito a desejar. Apesar do resultado positivo, que marca uma reação na competição, o Galo apresentou falhas preocupantes em diversos setores do jogo, levantando questionamentos sobre o que esperar do time ao longo da temporada.
Escolha tática de Domínguez
O técnico Eduardo Domínguez decidiu por uma escalação mista, alternando jogadores titulares com outros que têm menos minutos em campo. Contrariando a expectativa de muitos torcedores, que aguardavam força máxima, o treinador optou por preservar alguns dos principais atletas. Na defesa, Alan Franco foi improvisado na lateral-direita, substituindo Preciado, que está fora por conta de um edema muscular na coxa esquerda. Franco, que já desempenhou essa função em outras ocasiões e na seleção equatoriana, foi a solução encontrada.
No meio-campo, Domínguez manteve Tomás Pérez e Victor Hugo, além de escalar Bernard, com o objetivo de melhorar a criação de jogadas. No setor ofensivo, Cuello e Reinier foram mantidos, enquanto o jovem Cauã Soares ganhou a chance de começar como referência no ataque, aproveitando a sequência de minutos nas últimas partidas.
Jogo inconsistente e falhas evidentes
Taticamente, o Atlético se posicionou com uma linha de quatro na defesa e deu liberdade a Bernard para flutuar pelo meio-campo, ora se aproximando de Pérez para articular jogadas. No ataque, Cuello e Victor Hugo se alternavam pelas pontas, enquanto Reinier recuava para atuar como um meia clássico, ao lado de Cauã Soares. Logo nos primeiros minutos, o Galo chegou a assustar, com um lance de possível pênalti sobre Cauã, mas o árbitro não marcou, e o VAR manteve a decisão.
Apesar de um início promissor, o time mineiro não conseguiu sustentar o ritmo. A falta de criatividade e a circulação de bola sem objetividade dificultaram a penetração na área adversária. Além disso, as transições entre defesa e ataque foram lentas e mal executadas, impedindo que o Atlético explorasse falhas do Juventud. O primeiro gol só veio aos 43 minutos, com Bernard, que recebeu um passe preciso de Cuello e finalizou com categoria.
Reação adversária e gol salvador
No segundo tempo, o Atlético sofreu o empate logo cedo, após um erro na saída de bola, um problema recorrente que já havia sido observado em jogos anteriores, como contra o Santos. A falha expôs a fragilidade da equipe na construção de jogo a partir da defesa. Depois do gol sofrido, o Galo teve dificuldade para se reorganizar, mostrando pouca inspiração no ataque e cedendo espaços para contra-ataques do Juventud, que, por sorte, não soube aproveitar.
Nos minutos finais, a redenção veio com Cassierra. O atacante se posicionou como um típico centroavante, antecipou-se na área após cruzamento de Cuello e garantiu o gol da vitória. Ainda assim, o desempenho geral do time não convenceu. O Atlético-MG sai de campo com os três pontos, mas com um sinal de alerta ligado: os problemas na criação ofensiva e na solidez defensiva, especialmente na saída de bola, precisam ser resolvidos urgentemente para que o Galo mantenha a competitividade na temporada.
