West Ham ressurge das cinzas: Nuno Espírito Santo revela segredos da virada dos Hammers

Nuno Espírito Santo mantém os pés no chão mesmo após a goleada de 4 a 0 sobre o Wolves, que tirou o West Ham da temida zona de rebaixamento. Em entrevista ao Sky Sports, o treinador português enfatizou que a missão ainda está longe de cumprida e pediu foco total nos jogos um a um, ignorando a tabela.
Para os torcedores dos Hammers, porém, é hora de celebrar. A equipe deu um salto impressionante: há pouco mais de dois meses, após derrota para o Nottingham Forest no dia 6 de janeiro, estava a sete pontos da salvação, enquanto o Tottenham liderava com folga de 13 pontos. Agora, com cinco vitórias em 11 partidas da Premier League, o West Ham superou a linha vermelha e se firma como um time renovado.
Reformulação no elenco
A janela de inverno foi decisiva. Saíram Lucas Paquetá, James Ward-Prowse, Guido Rodríguez, Andry Irving, George Earthy, Luis Guilherme e Niclas Füllkrug. Em compensação, chegaram Axel Disasi, Taty Castellanos, Pablo Felip, Adama Traoré e Keiber Lamadrid. "Reduzimos o número de jogadores e reequilibramos o elenco por posições", explicou Nuno. "Foi uma mudança estratégica para a segunda metade da temporada."
Estilo de jogo transformado
De agosto a 16 de janeiro, o West Ham era o 17º em gols por partida, 19º em grandes chances criadas e 16º em posse de bola. Desde então, abriu mão da bola (20º na liga), mas explodiu no ataque: sexto lugar em gols e chances claras. Na defesa, Mads Hermansen de volta ao gol e Disasi por empréstimo garantiram quatro clean sheets nos últimos oito jogos da Premier League.
As fraquezas em bolas paradas foram corrigidas. Nos últimos 11 jogos, só três gols sofridos assim – todos em uma partida contra o Liverpool. Antes, eram 12 em 21 jogos.
União como arma secreta
O principal trunfo, segundo Nuno, é a coesão do grupo. "Todos entenderam que precisamos unir forças pelo mesmo objetivo", disse. Isso ficou evidente na quartas da FA Cup, contra o Leeds: de 2 a 0 no contra-ataque, buscaram empate nos acréscimos, levaram a prorrogação e só caíram nos pênaltis. "Mostramos que nunca desistimos", reforçou o técnico.
O capitão Jarrod Bowen é o espelho do time. Bateu duas vezes na trave contra o Leeds, perdeu pênalti, mas respondeu com duas assistências na goleada sobre o Wolves. "Ele é incrível, lidera pelo exemplo e carrega a braçadeira com orgulho", elogiou Nuno.
Desafio em Selhurst Park
Na segunda-feira, Bowen guiará os Hammers rejuvenescidos contra o Crystal Palace, em jogo televisionado à noite. "Todo partida é pressão, e agora estamos no momento decisivo da temporada", alertou Nuno. O West Ham está pronto para enfrentar a crise e agarrar a chance que construiu coletivamente.
