Yuri Alberto sofre sem Memphis: jejum de gols expõe dependência no ataque corintiano

Ataque do Timão perde força sem a dupla dinâmica
O centroavante Yuri Alberto atravessa uma fase complicada no Corinthians, com sete partidas consecutivas sem balançar as redes. A ausência do holandês Memphis Depay, lesionado na coxa direita desde 22 de março, tem impactado diretamente seu rendimento. Desde então, Yuri anotou apenas um tento, na vitória sobre o Platense pela Libertadores, em 9 de abril, logo na estreia de Fernando Diniz como técnico. O centroavante pode quebrar o jejum nesta quarta-feira (6), às 21h30, contra o Independiente Santa Fe, em Bogotá, pela terceira rodada da fase de grupos, com transmissão da TV Globo.
Estatísticas revelam entrosamento essencial
Os dados do Sofascore comprovam a sintonia entre os dois atacantes. Juntos, disputaram 60 jogos, com Yuri marcando 32 gols e distribuindo seis assistências. Sem Memphis, em 34 partidas, os números despencam para seis gols e duas assistências. Walter Casagrande, ídolo alvinegro e ex-jogador, destacou essa química em entrevista ao Lance!.
"Yuri se beneficia muito de um parceiro próximo no ataque, como Memphis, que permite que ele foque em arrancadas e finalizações. Sem isso, recebe bolas distantes e perde eficiência ao avançar com a bola", analisou o comentarista.
Casagrande aposta no argentino Rodrigo Garro para suprir essa lacuna. Sob o comando de Diniz, Garro tem se destacado, mas precisa atuar mais perto da área para lançar Yuri da forma ideal.
"Garro é habilidoso em enfiadas de bola, mas seu estilo armador o distancia. Perto da área, ele replica o que Memphis faz, deixando Yuri mais letal", completou.
Histórico de altos e baixos e apoio incondicional
Na quinta temporada pelo Corinthians, Yuri acumula 81 gols em 227 jogos. Em 2024, foi seu ano mais produtivo, com 31 gols em 57 partidas. Em 2026, já são 21 jogos, 17 como titular, cinco gols e duas assistências. O atual jejum de sete partidas é o pior desde setembro passado (nove jogos), superado apenas por uma sequência de 10 em maio e junho de 2023.
Apesar da seca, a Fiel Torcida o aplaude na Neo Química Arena. Casagrande elogia sua garra: "Yuri é voluntarioso, pressiona zagueiros incansavelmente e cria identificação com a torcida, que valoriza raça acima de tudo".
Herói mesmo adoentado e elogios de Diniz
Yuri brilhou na Supercopa do Brasil, em fevereiro, marcando o gol decisivo por 2 a 0 sobre o Flamengo, em Brasília, apesar de uma virose que o deixou exausto. "Vomitei o fim de semana todo, mas Deus me honrou. Sou tricampeão pelo Timão", desabafou na comemoração.
Fernando Diniz, técnico atual, o exalta: "Yuri representa o que penso sobre futebol. Mesmo sem gols, o time vence por sua presença. É um exemplo".
Casagrande alerta para fragilidades: "Ele peca em fundamentos como domínio e tabelas, ficando inseguro na seca de gols. Depende muito das finalizações para brilhar, com fases de euforia ou longos jejuns".
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