Zagueiros na lateral: Ancelotti adota solução já usada por campeãs mundiais

Estratégia de Ancelotti para a lateral direita
O técnico Carlo Ancelotti divulgou a lista da Seleção Brasileira sem contar com nenhum lateral-direito de origem na temporada atual. As alternativas disponíveis são Wesley, que atua mais avançado na Roma, Danilo, zagueiro há anos, e o central Ibañez. A decisão reflete a escassez de nomes consolidados no setor e segue um caminho já percorrido por seleções vitoriosas em Copas do Mundo recentes.
Opinião de especialista
Para Maurício Barbieri, comandante do Juventude, a escolha de Ancelotti está ligada principalmente à falta de opções ideais no momento, e não a uma tendência tática específica. O treinador destaca que, embora a escola europeia valorize mais o aspecto defensivo dos laterais, o próprio Ancelotti já trabalhou com atletas brasileiros de perfil ofensivo. Assim, a convocação prioriza o equilíbrio da equipe diante das peças disponíveis.
O cenário atual e as preocupações
Wesley tem mostrado bom futebol na Itália, porém sua utilização como defensor na Copa do Mundo 2026 levanta dúvidas por conta de suas características mais ofensivas. A comissão técnica brasileira planejava contar com Éder Militão, lesionado, na lateral direita. Restam Danilo, de 34 anos e reserva no Flamengo, e Ibañez, que atua na Arábia Saudita e foi testado na função apenas recentemente.
Em declarações recentes, Ancelotti reconheceu a carência de laterais no futebol brasileiro atual, mas ressaltou que jogadores inteligentes podem resolver o problema. Ele destacou a importância do equilíbrio coletivo e a possibilidade de improvisar zagueiros quando o ataque oferece apoio suficiente.
Exemplos positivos no futebol recente
A história mostra que o recurso já funcionou bem. A França campeã em 2018 escalou o zagueiro Benjamin Pavard na lateral direita. Na edição anterior, a Alemanha utilizou o central Höwedes como lateral-esquerdo. No clube, o Arsenal de Mikel Arteta, líder da Premier League e finalista da Champions, também adota a solução com Calafiori e Ben White.
Outros nomes testados, como Vanderson, Paulo Henrique e Vitinho, não se firmaram por lesão ou desempenho abaixo do esperado. Com isso, os zagueiros improvisados ganharam espaço na lista definitiva de Ancelotti.
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