Zero pontos em 11 etapas: Cadillac troca Lowdon por Budkowski

A Cadillac, que ainda não somou pontos nas primeiras 11 etapas da temporada de 2026, anunciou a substituição de Graeme Lowdon por Marcin Budkowski como team principal, com efeito imediato. A mudança, descrita pela equipe como uma transição de liderança planejada, ocorre enquanto a escuderia americana busca evoluir da fase de montagem para uma estrutura capaz de competir consistentemente. Budkowski, que já atuou como diretor executivo na Alpine e acumula passagens por Ferrari, McLaren, Renault e FIA, assume o comando a partir do Grande Prêmio da Holanda, marcado para 21 a 23 de agosto após o intervalo de verão.
A decisão coube ao CEO Dan Towriss, que confirmou ter comunicado Lowdon apenas na manhã do anúncio oficial de 12 de agosto. Lowdon havia sido contratado em dezembro de 2024 e acompanhou todo o processo de entrada da Cadillac na categoria, incluindo a formação da dupla de pilotos Sergio Pérez e Valtteri Bottas. Apesar da descrição oficial de transição planejada, a troca reflete a necessidade de ajustar a direção técnica em um momento em que a confiabilidade do carro se deteriorou: nove abandonos entre os dois pilotos nas primeiras 11 corridas, com ambos completando a prova em apenas uma das últimas sete etapas.
Budkowski chega com a missão de alinhar pessoas, ferramentas e fluxo de informações para acelerar o desenvolvimento do carro dentro do teto orçamentário. Sua experiência em diferentes áreas da Fórmula 1 deve ajudar a criar processos mais rigorosos de análise e execução, especialmente em fins de semana de classificação e corrida, onde pequenas vantagens de ritmo e estratégia de pneus podem definir posições. A chegada dele marca a passagem da Cadillac de uma organização em fase de construção para uma equipe que precisa demonstrar evolução concreta em pista.
O impacto dessa alteração vai além da estrutura interna. Com o campeonato de 2026 em andamento e novas regras técnicas vigentes, cada etapa sem pontos amplia a pressão sobre fornecedores e parceiros. A Cadillac precisa converter o trabalho de pista em dados consistentes para reduzir a frequência de problemas mecânicos que têm tirado os carros da prova. Budkowski destacou que o objetivo é formar uma organização de elite, focada em detalhes e capaz de executar com precisão no dia da corrida, algo essencial para uma equipe estreante que ainda busca seu primeiro resultado.
A temporada recomeça em Zandvoort com um fim de semana de sprint, formato que exige adaptação rápida a condições variáveis e estratégias de pneus mais agressivas. A nova liderança terá de avaliar imediatamente o desempenho do carro em treinos livres e definir prioridades de desenvolvimento para as corridas seguintes. Enquanto isso, o retrospecto de Lowdon na montagem inicial da equipe permanece reconhecido pelo próprio Towriss, que agradeceu o trabalho de base realizado nos últimos dois anos.

No panorama do campeonato, a Cadillac ocupa a última posição entre as equipes e precisa de resultados para ganhar confiança e atrair talentos. A troca de comando pode acelerar a definição de processos decisórios, desde a análise de dados até a comunicação entre engenheiros e pilotos. Com Budkowski no comando a partir da Holanda, a expectativa é que a equipe passe a acumular voltas completas com mais frequência e comece a explorar janelas de estratégia que até agora não foram aproveitadas por causa de problemas de confiabilidade.
A continuidade de Pérez e Bottas depende diretamente da capacidade da nova direção de estabilizar o carro e oferecer ferramentas para que eles extraiam o máximo em cada sessão. Em um ano de muitas estreias e adaptações, a evolução técnica e operacional da Cadillac será acompanhada de perto por todo o paddock. Budkowski inicia sua gestão com a responsabilidade de transformar a ambição declarada da equipe em resultados mensuráveis já nas próximas etapas.
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