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Arenas Modernas: O Futebol Virou Âncora, Não Estrela Principal dos Estádios

15 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Arenas Modernas: O Futebol Virou Âncora, Não Estrela Principal dos Estádios — Futebol

Executivos analisam a virada das arenas para centros de entretenimento

O futebol brasileiro está vivendo uma transformação profunda nos estádios, onde o esporte agora atua como base para um modelo de negócios diversificado, em vez de ser o foco exclusivo. No painel "Arena do Futuro", promovido durante a São Paulo Innovation Week, de 13 a 15 de maio, especialistas discutiram estratégias para otimizar custos, elevar a eficiência e integrar tecnologias inovadoras, equilibrando jogos com shows e outros eventos.

Futebol como base para um ecossistema rentável

Marcelo Frazão, vice-presidente de entretenimento da WTorre, gestora do Nubank Parque, estádio do Palmeiras, enfatiza que o futebol sozinho não banca as operações das arenas atuais. Ele gera público e vendas no local, mas a verdadeira estabilidade financeira vem da versatilidade para múltiplos eventos.

— O futebol atrai o fluxo inicial, mas é o conjunto de atividades que sustenta o empreendimento inteiro — resumiu Frazão, destacando arenas projetadas para espetáculos ao vivo, que viraram luxo em tempos digitais.

Nova geração de estádios após a Copa de 2014

Leonardo Barbossa, diretor de operações do Atlético Mineiro SAF e da Arena MRV, apontou uma segunda fase na construção de arenas no Brasil, pós-Copa do Mundo de 2014. Esses espaços modernos nascem prontos para múltiplos usos, com durabilidade para acompanhar as mudanças nos hábitos de consumo.

— Após os estádios da Copa, surge uma onda de arenas pensadas para durar e se adaptar, sem data de validade — afirmou Barbossa.

Foco no torcedor-consumidor e expansão de receitas

A chave para o sucesso está em ver o torcedor como cliente pleno, usando tecnologia para criar experiências que vão além dos jogos e fidelizam o público. Frazão reforçou a necessidade de priorizar a rentabilidade via inovação no atendimento.

— É essencial obseder-se pela experiência do consumidor para lucrar fora do campo. Assim, modernizamos o negócio com foco total em resultados — disse.

Sergio Schildt, presidente da Recoma, especialista em infraestrutura esportiva, vê potencial ainda maior ao incluir outros esportes nas arenas, inspirado nas Olimpíadas, com adaptações rápidas.

— O auge virá quando arenas rentabilizarem com diversas modalidades, ampliando utilidades via tecnologia — concluiu Schildt.

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