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Botafogo busca alívio financeiro na Justiça: recuperação judicial protege o clube e jogadores

23 de abril de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Botafogo busca alívio financeiro na Justiça: recuperação judicial protege o clube e jogadores — Futebol

John Textor aposta na Justiça para resolver crise do Botafogo

O Botafogo deu um passo ousado para enfrentar sua grave crise financeira ao protocolar, na quarta-feira (22), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Essa iniciativa, discutida internamente na SAF, visa reorganizar as contas e evitar o colapso, garantindo a continuidade das operações do clube. A medida já rendeu uma liminar preparatória, concedendo 60 dias de proteção especial às finanças alvinegras.

Proteção contra dívidas e saídas de jogadores

Com a decisão judicial, a gestão do Botafogo fica blindada contra execuções de dívidas por credores e bloqueios de bens. Os advogados dos escritórios Salomão Advogados, Basílio Advogados e Fux Advogados defenderam o pedido, que também impede que atletas, empresários ou representantes busquem rescisões unilaterais de contratos na Justiça. O clube acumula atrasos de dois meses em direitos de imagem e FGTS com os jogadores, o que poderia liberá-los sem custos a partir do terceiro mês.

Em comunicado oficial, o Botafogo enfatizou que a prioridade é salvaguardar as atividades esportivas e honrar compromissos com atletas, funcionários e fornecedores. "A medida tem como prioridade absoluta a proteção das atividades do clube e o cumprimento dos compromissos", destacou a nota, reforçando o compromisso com pagamentos regulares durante o processo.

Disputa interna com acionista majoritário

A SAF alvinegra também solicitou a suspensão temporária do direito de voto do acionista controlador, a Eagle BIDCO — que detém 90% das ações, em parceria com o fundo Ares e gerida pela Cork Gully. O Botafogo acusa a empresa de usar sua posição para bloquear a entrada de novos recursos. John Textor, que teve poderes cassados pela SAF mas retornou como administrador via liminar vigente desde 2025, busca injetar R$ 125 milhões para quitar dívidas de curto prazo e normalizar o caixa.

O pedido de suspensão de voto ainda será analisado pelo TJ-RJ, com oportunidade de defesa à Eagle. Enquanto isso, uma Assembleia Geral Extraordinária marcada para segunda-feira (27) discute a injeção de capital — a primeira convocação, no dia 20, teve baixa adesão, com a Eagle enviando apenas advogados e o Botafogo Social (10% das ações) ausente.

Essa briga judicial representa uma nova frente de batalha para Textor no comando do Glorioso, em meio a um cenário de instabilidade que exige soluções rápidas para manter a competitividade no futebol brasileiro.

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