Colapsos no pré-temporada expõem furos físicos e de elenco no Liverpool de Iraola

O momento que resume tudo
Dois gols de vantagem contra o Monaco viraram derrota por 3 a 2 em minutos. O Liverpool saiu na frente, controlou o primeiro tempo e, depois das mudanças, simplesmente parou. Foi a segunda queda seguida na pré-temporada e o sinal de alerta soou forte em Anfield.
Andoni Iraola viu seu time aplicar pressão alta por apenas meia hora. Depois disso, os jogadores não tinham mais fôlego para manter o ritmo exigido. O técnico admitiu que o grupo ainda não aguenta os 90 minutos no nível que ele pede.

O que está em jogo contra o Newcastle
A estreia na Premier League acontece no dia 23 de agosto, fora de casa, contra o Newcastle, e o tempo está curto. Iraola precisa de jogadores capazes de correr, pressionar e recuperar bola no campo adversário. No ano passado, o Bournemouth dele foi a equipe que mais sprintou na liga. O Liverpool de Slot ficou entre as que menos pressionaram na área rival. A mudança de estilo exige adaptação física que ainda não aconteceu.
Jogadores como Florian Wirtz e Alexander Isak mostraram bom momento e até marcaram contra o Monaco. Esses são os pontos positivos que o novo treinador tenta destacar. Porém, a realidade do elenco pesa mais.
Lesões que complicam a defesa
A zaga já começa a temporada com problemas. Joe Gomez sentiu lesão muscular logo na primeira partida de pré-temporada, contra o Sunderland. Jérémy Jacquet, contratado por 60 milhões de libras, nem foi arriscado por causa de desconforto no ombro. Virgil van Dijk ganhou férias extras e ainda não está em ritmo. Com isso, sobram apenas dois zagueiros seniores em condições plenas.
Na segunda etapa contra o Monaco, o Liverpool precisou improvisar Wataru Endo e o jovem Luke Chambers ao lado um do outro. A profundidade é pequena e o calendário não espera.
Meio-campo e ataque também pedem reforços
Curtis Jones sentiu problema no quadril e ficou fora do jogo contra o Monaco. O interesse do Inter em levá-lo aumenta a preocupação. Mais à frente, a saída de Mohamed Salah deixa um buraco que Victor Muñoz sozinho não preenche. Cody Gakpo é monitorado pelo Tottenham e a saída dele complicaria ainda mais.
Iraola já cobrou reforços logo após chegar, mas o mercado anda lento. A chegada de Ronald Araújo ajuda, porém não resolve a falta de opções de qualidade para rodar.
A cobrança física do novo estilo
O técnico quer que o time pressione alto, corra muito e troque passes rápidos. Isso exige preparo físico superior ao que o elenco atual demonstra. No último ano, o Liverpool de Slot tentou poucas pressões na intermediária adversária. Agora, Iraola precisa reverter isso em menos de duas semanas.
Os rivais que também disputam a Champions League já deixam titulares mais tempo em campo nos amistosos. Manchester City, Arsenal e Aston Villa mantiveram pelo menos cinco jogadores por 75 minutos ou mais. No Liverpool, apenas três completaram uma hora. Essa diferença aparece quando o cansaço chega.
O que o resultado muda na temporada
Uma estreia ruim contra o Newcastle pode colocar o time logo atrás na briga por G4. A vaga na Champions já está garantida, mas o objetivo é voltar a disputar o título. Para isso, o elenco precisa aguentar a intensidade de Iraola por 38 rodadas.
O mercado ainda tem três semanas. Saídas de Jones ou Gakpo aumentariam a necessidade de chegadas urgentes. Se nada mudar, o técnico vai ter que administrar um grupo curto e cansado já na primeira partida.
A torcida sonha com reação rápida. Wirtz e Isak em boa fase dão esperança, mas a defesa e o meio-campo precisam de soluções antes do apito inicial em St James’ Park. O tempo está correndo e a janela não perdoa.

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