Consórcio liderado por Amit Bhatia busca fatia minoritária no Liverpool

Interesse confirmado
Um consórcio liderado por Amit Bhatia está em negociações para adquirir uma participação minoritária no Liverpool. O grupo, apoiado pela família Mittal, já contratou assessores para conduzir as conversas com a Fenway Sports Group, atual dona do clube.
A FSG confirmou publicamente o interesse por meio de um porta-voz, destacando que se trata de um investimento estratégico minoritário. Nada foi fechado até o momento e as discussões ainda estão em fase inicial. Qualquer acordo deve seguir o modelo da transação realizada em 2023 com a Dynasty Equity, quando a FSG vendeu uma pequena fatia por cerca de 164 milhões de libras para reduzir dívidas e financiar gastos de capital.

Contexto da FSG e do Liverpool
A Fenway Sports Group controla o Liverpool desde 2010, quando comprou o clube por 300 milhões de libras. Desde então, o time reconstruiu sua base financeira e esportiva, conquistando a Champions League em 2019 e a Premier League na temporada seguinte. A avaliação recente do clube ultrapassa 4,6 bilhões de libras, segundo a Forbes, e qualquer entrada de capital minoritário como a pretendida pelo consórcio de Bhatia seria avaliada acima de 4,5 bilhões de libras.
Diferente de uma venda majoritária, esse tipo de aporte não costuma alterar o controle acionário. O dinheiro costuma ser direcionado para reduzir endividamento ou reforçar projetos de infraestrutura, sem necessariamente aumentar o orçamento de contratações. No caso da Dynasty, o investimento foi passivo e não gerou recursos extras para o mercado de transferências.
Trajetória de Amit Bhatia
Amit Bhatia, empresário britânico-indiano de 46 anos, foi co-proprietário do Queens Park Rangers por 18 anos até julho deste ano, quando transferiu suas ações para Ruben Gnanalingam e deixou o conselho. Durante sua passagem pelo clube londrino, ele acompanhou a promoção à Premier League em 2010/11 e períodos alternados entre a elite e a Championship. Um setor do estádio Loftus Road inclusive leva seu nome.
Casado desde 2004 com Vanisha Mittal Bhatia, filha do magnata do aço Lakshmi Mittal, Bhatia traz conexões com uma das maiores fortunas da Índia. A família Mittal, aliás, adquiriu maioria na franquia de críquete Rajasthan Royals em 2026. Sua experiência como banqueiro de investimentos no Morgan Stanley e em setores como construção e private equity deve ser vista como diferencial caso o negócio avance.
O que muda para o torcedor
Para o torcedor brasileiro, que acompanha o Liverpool de perto na Premier League, a notícia traz mais estabilidade do que revolução imediata. Um sócio minoritário estratégico pode aportar conhecimento comercial e operacional, abrindo novas frentes de receita que, no médio prazo, ajudam o clube a competir financeiramente com rivais como Manchester City e Real Madrid.
Especialistas do mercado destacam que acordos desse tipo são raros justamente porque o Liverpool é considerado um ativo premium. O consórcio não busca controle, mas sim fazer parte de uma história de sucesso e obter visão privilegiada sobre a gestão de uma das 30 maiores franquias esportivas do mundo. Ainda assim, qualquer impacto real no orçamento de contratações dependerá de como os novos recursos serão aplicados e de eventuais aumentos de faturamento.
A briga por vagas na Champions League e o equilíbrio financeiro da FSG seguem como prioridades. Enquanto as conversas evoluem, o foco dentro de campo permanece nas decisões da temporada atual da Premier League, onde o Liverpool busca manter-se entre os primeiros colocados e garantir presença constante nas competições europeias.
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