Por que o Al Hilal superou Roma e levou Summerville do West Ham?

Contexto da negociação
O West Ham chegou ao fim da temporada 2025/26 rebaixado para a Championship e com a necessidade urgente de gerar receita para equilibrar as contas. A venda de jogadores de alto valor se tornou prioridade, especialmente após a saída recente de Mateus Fernandes para o Tottenham por 85 milhões de libras.
Crysencio Summerville, holandês de 24 anos, havia chegado ao clube londrino vindo do Leeds em 2024 por quantia relevante e disputou 34 partidas na campanha, marcando sete gols e dando cinco assistências. Sua participação na Copa do Mundo de 2026 pela Holanda, com dois gols e duas assistências em quatro jogos, elevou ainda mais seu perfil no mercado.
Clubes europeus como a Roma demonstraram interesse, mas a proposta de 39 milhões de libras foi rejeitada. O Manchester United também sondou o atacante, porém qualquer avanço dependia da saída de Marcus Rashford, o que não ocorreu.

O acordo com o Al Hilal
O Al Hilal entrou na disputa com uma oferta bem superior, totalizando cerca de 68 milhões de libras (55 milhões garantidos mais cinco em bônus). O valor quase dobrou a proposta inicial da Roma e foi aceito rapidamente pelos Hammers. Roma decidiu não igualar o lance e já busca alternativas como Antonio Nusa e Andreas Schjelderup.
O salário oferecido ao jogador gira em torno de 15 milhões de euros por temporada, um dos mais altos do futebol saudita. Summerville passará por exames médicos nos próximos dias antes de assinar contrato de longo prazo com o clube de Riad. Essa transferência será a terceira maior venda da história do West Ham, atrás apenas de Declan Rice e Mateus Fernandes.
Com a concretização do negócio, o clube inglês já superou 150 milhões de libras arrecadados apenas com Summerville e Fernandes neste verão. O dinheiro injetado ajuda a mitigar o impacto do rebaixamento e permite novos investimentos na reconstrução do elenco para a Championship.
O que vem pela frente
Para o Al Hilal, a chegada de Summerville reforça o ataque em busca de domínio no campeonato saudita e nas competições asiáticas. O holandês traz velocidade, finalização e experiência europeia que se encaixa no projeto ambicioso do clube.
Já o West Ham foca agora na reconstrução na segunda divisão inglesa, onde a meta é o retorno rápido à Premier League. A saída de Summerville deixa uma vaga na ponta que precisará ser preenchida com jovens ou contratações acessíveis.
Roma, por sua vez, deve intensificar as buscas por outros nomes do mercado nórdico para reforçar o ataque sem estourar o orçamento. O episódio mostra como o poder financeiro saudita continua ditando ritmo em negociações de última hora.
A movimentação reforça a tendência de jogadores europeus optarem por salários elevados no Oriente Médio quando as propostas superam o que os grandes clubes do Velho Continente oferecem.
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