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Crise no Botafogo: AGE é adiada sem quórum de acionistas e Textor busca saídas urgentes

20 de abril de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Crise no Botafogo: AGE é adiada sem quórum de acionistas e Textor busca saídas urgentes

Botafogo lida com turbulências financeiras e assembleia é remarcada

A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do Botafogo, marcada para esta segunda-feira (20) no Estádio Nilton Santos, terminou sem deliberações importantes sobre a situação financeira da SAF. Devido à ausência de representantes chave, o encontro se resumiu a uma simples reunião, com a nova convocação agendada para o dia 27, também uma segunda-feira.

Proposta de Textor e ausências que complicam tudo

John Textor, controlador da SAF alvinegra, trouxe à mesa uma oferta concreta de injeção de 25 milhões de dólares, equivalente a cerca de 125 milhões de reais, para aliviar o caixa do clube imediatamente. A expectativa era debater essa medida de forma emergencial com os acionistas. Porém, nem a Eagle nem a Cork Gully, responsável pela reestruturação financeira do grupo, enviaram seus representantes nessa qualidade.

O Botafogo Social, que detém 10% das ações da SAF, também ficou de fora, sem delegados presentes. Essa falta de quórum forçou o adiamento inevitável.

Bastidores revelam tensões entre os envolvidos

O objetivo da convocação era expor a proposta de Textor e abrir espaço para que a Eagle Bidco, subsidiária da EFH que gerencia as ações de Botafogo, Lyon e Brussels, apresentasse alternativas para superar a crise. Segundo informações exclusivas, apenas um advogado da Eagle compareceu, atuando como representante isolado e não como acionista – o que já invalidava qualquer decisão formal.

Esse profissional ainda defende interesses do Lyon, do fundo Ares (credores da Eagle) e da própria Cork Gully, gerando desconfiança na SAF. Vale lembrar que Textor move um processo contra o Lyon, exigindo cerca de 745 milhões de reais.

Do lado do Botafogo Social, liderado por João Paulo Magalhães, havia a suspeita de que a assembleia mirava alterações no quadro societário, como a emissão de novas ações após o aporte. A posição atual de Textor na Eagle coloca em dúvida essa possibilidade, mas os associados veem chances de avanços na próxima reunião, no dia 27.

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