Fórmula 1

Falhas recorrentes da Red Bull expõem frustração de Verstappen antes da Bélgica

Por Bruno Castro15 de julho de 20264 min de leitura
Falhas recorrentes da Red Bull expõem frustração de Verstappen antes da Bélgica — Fórmula 1

O que aconteceu em Silverstone e por que o carro virou um problema

Max Verstappen saiu de Silverstone visivelmente irritado depois de mais uma falha mecânica interromper sua corrida. A asa traseira do RB22 quebrou em alta velocidade na curva Stowe, jogando o carro para fora da pista quando ele ocupava a terceira posição. Esse abandono foi o terceiro da temporada e ampliou para nove a sequência sem vitórias do holandês. Poucos dias antes, problema parecido tinha tirado Verstappen da classificação na Áustria, e as duas ocorrências deixaram claro que a Red Bull ainda não resolveu os problemas de confiabilidade introduzidos pelas novas regras de chassi e unidade de potência de 2026. O piloto classificou o carro de “super perigoso”, admitiu ter tido sorte de não se machucar e declarou estar “cansado” da repetição dos erros.

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A Red Bull chegou a se desculpar publicamente e prometeu corrigir o defeito antes de Spa. Laurent Mekies, chefe da equipe, reconheceu que o desequilíbrio do carro limita o desempenho real e que Verstappen tem razão ao reclamar. Ainda assim, o resultado em Silverstone mostrou que a equipe britânica continua como o quarto carro mais competitivo do grid na maior parte das corridas deste ano. Verstappen chegou a liderar brevemente graças a abandonos alheios, mas ele próprio avaliou que o pódio, se tivesse chegado, não refletiria o ritmo real da Red Bull.

Falhas recorrentes da Red Bull expõem frustração de Verstappen antes da Bélgica — Fórmula 1

O que isso significa para o campeonato e para o futuro de Verstappen

A sequência de problemas mecânicos chega num momento delicado para a Red Bull. Depois do pódio conquistado na Áustria com o pacote aerodinâmico novo, o time esperava confirmar a melhora em Silverstone, mas voltou a lutar com falta de velocidade e equilíbrio em curvas rápidas. Spa-Francorchamps, que tem longa reta e exige bom gerenciamento de energia, deve repetir as dificuldades vistas na Inglaterra. Mekies admitiu que a equipe precisa evoluir em 360 graus, especialmente em circuitos que castigam o consumo de energia, e que o intervalo até a Bélgica será usado para analisar os dados da atualização austríaca.

Para Verstappen o impacto vai além do resultado de uma etapa. O holandês, nascido na Bélgica e com forte torcida local, sempre teve Spa como um de seus circuitos preferidos, com três vitórias consecutivas entre 2021 e 2023. Agora ele chega precisando de dias para “resetar” a cabeça e já avisou que não quer conversar com a equipe antes do fim de semana. Seu contrato com a Red Bull vai até 2028, mas contém cláusulas de desempenho que permitem saída ao final de 2026. Como os resultados de Silverstone o deixaram fora dos dois primeiros lugares do campeonato antes da Hungria, ele tem liberdade para ativar a cláusula caso decida ir embora. Especulações sobre conversa com a McLaren circularam, porém Zak Brown confirmou que as discussões não avançaram e que Norris e Piastri permanecem contratados. Enquanto isso, Mercedes e Ferrari também mantêm seus pilotos para 2027, reduzindo as opções imediatas de Verstappen caso ele queira mudar de ares.

A pausa antes de Spa dá tempo para a Red Bull trabalhar no simulador e tentar um pequeno avanço em Spa, mas o próprio Mekies reconheceu que as características da pista devem ser parecidas com as de Silverstone. Para os fãs brasileiros que acompanham a Fórmula 1, o momento é de observar como a equipe lida com a pressão crescente sobre seu principal piloto. Verstappen sempre foi conhecido pela capacidade de extrair o máximo de carros imperfeitos, mas a combinação de problemas de confiabilidade, falta de ritmo e incerteza contratual começa a pesar. Se a Red Bull não apresentar evolução clara nas próximas corridas, a discussão sobre o futuro dele pode ganhar ainda mais força durante o verão europeu. O GP da Bélgica, com sua história de ultrapassagens ousadas e clima imprevisível, será o próximo teste real para saber se o time conseguiu transformar as promessas de correção em resultados concretos na pista.

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