Ferrari mira vitória na Hungria para pressionar Antonelli no título

Ferrari chega à Hungria com chance real de voltar ao topo e apertar a liderança de Kimi Antonelli no campeonato de 2026.
A temporada atual já mostrou que o equilíbrio entre as equipes muda rápido. Ferrari e Mercedes dividiram as últimas vitórias, mas McLaren e a própria Ferrari ganharam terreno em curvas de alta exigência. O traçado de Hungaroring, cheio de setores sinuosos e baixa velocidade média, costuma premiar chassis equilibrados. Nesse cenário, a Scuderia acredita que pode repetir o domínio visto em Barcelona, onde Hamilton venceu com folga.
Lewis Hamilton carrega oito triunfos no circuito e sabe que uma boa performance pode reduzir os 45 pontos de desvantagem para Antonelli. O piloto britânico pediu à equipe que lute pela vitória desde os treinos e prometeu entregar o máximo em Budapeste. Andrea Stella, chefe da McLaren, também espera uma Ferrari extremamente competitiva, reforçando que o traçado húngaro favorece o pacote aerodinâmico da equipe italiana.

Desempenho recente e o que está em jogo
Antonelli manteve o embalo depois da Bélgica, onde superou Leclerc mesmo com problemas de pit-stop. Sua vantagem de 45 pontos reflete consistência e ritmo forte em long runs. Ainda assim, o jovem italiano chega à Hungria sabendo que o traçado pune erros e exige precisão em cada curva. A Ferrari fechou parte da diferença de motor nas últimas corridas e agora aposta na superioridade de chassi para brigar pela pole e pela vitória.
Hamilton recebeu penalidade de cinco segundos nas duas últimas provas e perdeu contato com a ponta. Em Budapeste ele precisa evitar novos problemas para voltar a lutar por pódios. A equipe assumiu erro de comunicação que contribuiu para a penalidade do heptacampeão na classificação, mostrando transparência rara no paddock. Mesmo com o revés, o inglês mantém confiança no acerto para o circuito que já lhe deu tantas alegrias.
O campeonato de construtores também vive momento decisivo. Uma vitória da Ferrari na Hungria pode aproximar a Scuderia da briga pela liderança e abrir caminho para vaga direta na disputa de título. Antonelli, por sua vez, precisa apenas de um resultado sólido para ampliar a folga, mas o traçado não perdoa quem erra na estratégia de pneus ou na gestão de energia.
Expectativas e cautela da Ferrari
Frederic Vasseur e Charles Leclerc preferem manter os pés no chão. Ambos lembram que expectativas altas antes de Mônaco terminaram em frustração. Mesmo com atualizações no carro desde então, a equipe sabe que todo fim de semana recomeça do zero. Leclerc destacou a importância de maximizar o pacote atual sem pensar em favoritismo. Vasseur reforçou que Silverstone e Spa favorecem motor, enquanto Hungria cobra mais do chassi — terreno onde a Ferrari costuma brilhar.
Karun Chandhok e Bernie Collins, da Sky Sports F1, concordam que o traçado húngaro e o de Zandvoort devem destacar a Ferrari. A ausência de longas retas anula parte da vantagem de Mercedes e Red Bull, colocando o foco na velocidade em curvas e na eficiência aerodinâmica. Se a Scuderia repetir o ritmo de Barcelona, Hamilton pode voltar a vencer e reduzir a distância para Antonelli.
A Hungria marca o início da reta final antes do verão europeu. Com Antonelli liderando por 45 pontos, qualquer resultado abaixo do esperado da Ferrari pode ampliar a vantagem do jovem piloto para cerca de 50 pontos. Por outro lado, uma dobradinha ou vitória de Hamilton mudaria o clima no paddock e reacenderia a briga pelo título. O circuito que já viu tantas reviravoltas volta a ser palco de decisões importantes na temporada de 2026.
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