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Fluminense: do favoritismo ao drama na Libertadores, a classificação sofrida do Tricolor

4 de junho de 20263 min de leituravia Rafael Souza
Fluminense: do favoritismo ao drama na Libertadores, a classificação sofrida do Tricolor — Futebol

Do favoritismo ao sufoco: o caminho tricolor na Libertadores

O Fluminense garantiu sua vaga nas oitavas de final da Libertadores, mas o percurso foi bem mais complicado do que o esperado no sorteio dos grupos. Considerado o principal candidato em uma chave com Independiente Rivadavia, Bolívar e Deportivo La Guaira, o time de Luis Zubeldía precisou de uma combinação de resultados na última rodada para avançar, dependendo inclusive da vitória do Independiente Rivadavia sobre o Bolívar.

A classificação só veio após seis partidas marcadas por tropeços, pressão alta e muita tensão, especialmente no Maracanã, onde a torcida viveu momentos de apreensão até o apito final.

Um grupo que parecia acessível

No início, tudo indicava um caminho tranquilo. O Fluminense, recente campeão continental e com elenco valorizado, tinha pela frente adversários teoricamente inferiores. O próprio Zubeldía reconheceu que o grupo parecia favorável no papel. Porém, a realidade mostrou o contrário já nas primeiras rodadas.

Empate fora de casa contra o Deportivo La Guaira e derrota em casa para o Independiente Rivadavia colocaram o Tricolor em situação delicada. A invencibilidade como mandante na competição foi quebrada, e o time começou a acumular pontos perdidos.

Altitude e pressão complicam ainda mais

A derrota na Bolívia diante do Bolívar aumentou a tensão. Mesmo considerando a altitude de La Paz, o resultado negativo deixou o Fluminense precisando de resultados positivos nas rodadas seguintes. Cada jogo passou a ter caráter eliminatório.

Na penúltima rodada, em Mendoza, o empate heroico marcado por John Kennedy nos minutos finais manteve as chances de classificação vivas. O atacante se tornou o grande destaque da campanha ao salvar o time em momento crítico.

Decisão no Maracanã e explosão de alívio

Na última rodada, o Fluminense venceu o Deportivo La Guaira por 3 a 1, mas precisou torcer pelo tropeço do Bolívar. Enquanto a bola rolava no Rio, a torcida acompanhava o outro jogo pela televisão. A vitória do Independiente Rivadavia por 3 a 1 garantiu a vaga e provocou festa no estádio.

Zubeldía destacou a emoção da noite, com torcida vivendo gols, silêncios e reviravoltas em tempo real.

Defesa preocupa e lições para o futuro

Apesar da vaga, a defesa foi o setor mais criticado: o time sofreu gols em quase todas as partidas após a segunda rodada. Erros individuais e falta de consistência marcaram a campanha. Financeiramente, o Fluminense deixou de receber bônus por vitórias, mas a classificação às oitavas evitou prejuízo maior.

Com a pausa para a Copa do Mundo, o clube terá tempo para ajustes e reforços, como a chegada de Hulk. O primeiro desafio nas oitavas será justamente contra o Independiente Rivadavia, adversário que mais complicou a vida do Tricolor na fase de grupos.

A lição fica clara: o Fluminense avançou, mas sofreu muito mais do que deveria para continuar vivo na busca pelo título continental.

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