Fórmula 1

George Russell reclama de má sorte na F1 após problemas no GP da Hungria

Por Rafael Mendes29 de julho de 20264 min de leitura
George Russell reclama de má sorte na F1 após problemas no GP da Hungria — Fórmula 1

George Russell sofre mais um revés na Hungria

George Russell vive uma temporada marcada por infortúnios constantes na Fórmula 1. O piloto da Mercedes iniciou o Grande Prêmio da Hungria em sexto lugar, mas uma falha no motor levou o carro ao modo anti-stall logo na largada, fazendo com que ele perdesse posições de forma dramática na reta até a primeira curva.

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Apesar da recuperação para o sétimo posto, o resultado ampliou a distância para o líder do campeonato, seu companheiro Kimi Antonelli, que agora está 59 pontos à frente. Russell destacou que os problemas afetam toda a equipe, mas ele sente que a má sorte recai mais sobre ele do que sobre os rivais. Ele mencionou que o motor subia e descia de rotação de forma inexplicável mesmo com o pedal de acelerador quase sem pressão, arruinando completamente a saída dos boxes.

A Mercedes trocou a unidade de potência após um vazamento de água detectado na Q3, troca feita sem penalidade na grade porque ainda estava dentro do limite de substituições permitido pela temporada. Russell explicou que o carro parou na pista durante a classificação por causa desse vazamento, e a equipe trabalhou overnight para resolver o problema. Mesmo assim, a largada desastrosa somou-se a uma lista de incidentes que já incluem falha de bateria no Canadá, punição incorreta em Mônaco e colisão que encerrou a prova na Bélgica.

George Russell reclama de má sorte na F1 após problemas no GP da Hungria — Fórmula 1

Ritmo forte não basta diante de tantos contratempos

Russell afirmou que está além do ponto de decepção e precisa manter o foco positivo, pois se continuar se aborrecendo com cada erro ficará frustrado todos os dias. O piloto ressaltou que o ritmo do carro foi muito forte na Hungria, com a equipe confirmando que ele estava entre os mais rápidos em alguns trechos, algo que não via havia três corridas. Ainda assim, problemas de calibração de software nas novas unidades de potência, que são extremamente complexas, continuam atrapalhando o W15.

A Mercedes precisa entender melhor como as flutuações de temperatura afetam o desempenho, segundo Russell, para evitar que erros semelhantes se repitam na segunda metade do ano. O piloto não deseja azar aos concorrentes, mas pede que a sorte mude logo, já que nunca viveu uma temporada tão conturbada em toda a carreira. Antonelli, que também é novato na categoria, lidera com folga e pode abrir ainda mais vantagem na retomada após o recesso de verão.

O próximo compromisso é o Grande Prêmio da Holanda, que traz formato sprint e pode ser decisivo para a briga por vagas no pódio e no mundial de construtores. A Mercedes aposta em melhorias no carro para reduzir a diferença para as equipes de ponta, mas sabe que a confiabilidade precisa melhorar urgentemente. Russell já trocou a unidade de potência e pode precisar de outra troca com penalidade mais à frente, dependendo das decisões de Toto Wolff sobre quando e onde aplicar a punição.

O campeonato segue aberto na briga por posições de destaque, e cada ponto perdido por problemas mecânicos pesa na tabela. Russell mostrou raça ao subir do fundo do grid até o sétimo lugar, mas a frustração com os erros fora do controle dele é evidente. A equipe alemã analisa todos os dados para corrigir as falhas de software e garantir que o embalo do carro se transforme em resultados consistentes nas próximas etapas. Com o calendário apertado após o intervalo, a Mercedes precisa de uma sequência limpa para voltar ao G4 da classificação de construtores e brigar por vitórias.

Os fãs brasileiros acompanham com atenção os desdobramentos, torcendo para que a sorte de Russell mude logo e ele volte a lutar pelas primeiras posições. A temporada de 2025 reserva ainda muitas batalhas, e o desempenho da Mercedes será fundamental para definir quem leva o título no final do ano.

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