Gilberto, ex-Flamengo, brilha em defesa de Pedro para Copa e o vê como novo Romário

Ex-jogador rubro-negro elogia centroavante e cobra vaga na Seleção
O ex-lateral Gilberto, que atuou pelo Flamengo e pela Seleção Brasileira, saiu em defesa da inclusão de Pedro na convocação para a Copa do Mundo. Em conversa exclusiva ao Lance!, ele apontou o atacante rubro-negro como o principal nome da posição no Brasil atualmente e traçou paralelos impressionantes com o lendário Romário, enfatizando a letalidade nas finalizações.
Gilberto destacou a singularidade de Pedro, que já se sobressaía no Fluminense e agora, no Flamengo, transforma poucas chances em gols decisivos. "Ele se posiciona perfeitamente na área e é um verdadeiro matador", resumiu o ex-jogador, que também analisou o contexto da base flamenguista após sua saída do clube.
Comparação com o Baixinho e concorrência na zaga
Sem hesitar, Gilberto equiparou Pedro ao ícone de 1994: "Assim como Romário, que tocava pouco na bola mas era cirúrgico nas conclusões, Pedro faz a diferença com eficiência máxima". Ele reconheceu méritos de concorrentes como Léo Pereira, Danilo – já cotado por Ancelotti – e Alex Sandro, mas insistiu que o camisa 9 merece uma oportunidade na Copa, correndo por fora das previsões iniciais.
Contratado em 2021 na era Landim como coordenador do programa de desenvolvimento individual e depois do sub-20 por três anos, Gilberto lamentou as demissões com a nova gestão de Bap. Ele criticou a priorização da formação sobre vitórias imediatas: "É possível formar talentos e ao mesmo tempo brigar por troféus; isso depende de visão estratégica".
Desafios para a base no Mengão vitorioso
O ex-coordenador observou que o sucesso recente do Flamengo, com modernização e poder financeiro, complica a ascensão de jovens. Jogadores como Wesley e Evertton Araújo ainda pegaram a transição da era Landim, mas agora é raro ver base no profissional. Wallace Yan é exceção, entrando esporadicamente.
Gilberto citou o presidente Luiz Eduardo Baptista, que enxerga a base como fonte de receita via vendas. "Com capacidade de contratar estrelas mundiais, fica mais árduo para os garotos; o foco vira moeda de troca para investimentos", concluiu, prevendo futuro incerto para a nova filosofia em dois a cinco anos.
Receba as principais notícias no seu e-mail
Uma seleção curada dos melhores artigos, direto na sua caixa de entrada. Sem spam.



