Fórmula 1

Hamilton vê Mercedes forte mas aposta na confiabilidade da Ferrari para manter briga viva

Por Rafael Mendes16 de julho de 20263 min de leitura
Hamilton vê Mercedes forte mas aposta na confiabilidade da Ferrari para manter briga viva — Fórmula 1

Lewis Hamilton parou diante dos microfones em Spa e não escondeu a realidade: a Mercedes tem o carro mais rápido na maior parte da temporada, mas o placar continua apertado. Ele olhou para os números de Kimi Antonelli e George Russell e soltou a frase que resume o momento: eles deveriam estar bem mais à frente.

A declaração chega na véspera do GP da Bélgica, última dupla de corridas antes da pausa de verão. Hamilton, agora vestindo a vermelho da Ferrari, está a apenas sete pontos de Russell na tabela. Antonelli lidera com vantagem de 25 pontos sobre o companheiro. Em qualquer outra temporada isso já seria diferença suficiente para a Mercedes respirar aliviada, mas a confiabilidade vermelha tem impedido que a vantagem se transforme em fuga.

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Hamilton já subiu ao pódio quatro vezes nas últimas cinco etapas, incluindo a vitória em Barcelona. Enquanto isso, Antonelli e Russell acumularam dois abandonos cada um por problemas mecânicos. A diferença não está só na pista, está também na garagem. A Ferrari construiu um carro que chega ao final da maior parte das corridas, e isso vale ouro quando o campeonato entra na sua fase decisiva.

Spa-Francorchamps é o tipo de circuito que pune qualquer erro de confiabilidade. As longas retas de Kemmel e a sequência de curvas rápidas de Pouhon exigem motor e chassi em perfeito estado por 44 voltas. Hamilton sabe disso. Ele já venceu lá sete vezes e conhece cada detalhe do traçado. A Ferrari chega com a missão clara de pontuar em todas as sessões e tentar reduzir ainda mais a distância para os prateados.

No Mundial de Construtores a Mercedes ainda lidera por 78 pontos. É uma vantagem sólida, mas que pode murchar se os problemas de motor persistirem. Hamilton repetiu que a diferença entre um carro rápido e um carro confiável costuma decidir títulos. Ele agradeceu publicamente aos engenheiros de Maranello pela dedicação em entregar um pacote que aguenta o ritmo.

Hamilton vê Mercedes forte mas aposta na confiabilidade da Ferrari para manter briga viva — Fórmula 1

O brasileiro que acompanha a Fórmula 1 sabe o peso dessas palavras. Hamilton é heptacampeão e mudou para a Ferrari justamente buscando esse equilíbrio entre velocidade e robustez. Ver o inglês defender a nova casa com essa franqueza aquece o torcedor que espera a primeira vitória da Ferrari no campeonato desde 2024.

A pausa de verão chega em boa hora. A Ferrari precisa de tempo para ajustar o carro para as pistas que vêm depois: Hungria, Holanda e, principalmente, os circuitos de alta velocidade do final de temporada. Mercedes, por sua vez, tentará resolver os problemas de confiabilidade para não desperdiçar a vantagem que construiu em pista.

Hamilton terminou a entrevista falando da pressão que sente a cada volta. Ele quer extrair o máximo do carro em todas as sessões e somar o maior número possível de pontos. Não é discurso de quem está satisfeito em ser coadjuvante. É a fala de quem ainda acredita que o título pode ser decidido nos detalhes.

A Bélgica costuma ser palco de grandes reviravoltas. Com o grid tão perto, qualquer abandono ou erro de estratégia pode mudar a ordem da tabela em uma única tarde. Hamilton chega para tentar exatamente isso: usar a confiabilidade vermelha como arma e encurtar a distância para o topo.

O restante da temporada promete emoção. Mercedes tem o ritmo, Ferrari tem a regularidade. Entre os dois lados está Hamilton, disposto a explorar cada ponto que o carro conseguir entregar. A briga está longe de acabar.

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