Jardim enaltece dedicação sem bola de Pedro e projeta rotações no ataque rubro-negro

Treinador destaca evolução coletiva do camisa 9 rubro-negro
Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, surpreendeu ao valorizar o empenho de Pedro fora de sua função principal de artilheiro. Depois da importante vitória por 2 a 0 contra o Bahia, no último domingo (19), o comandante português enfatizou como o atacante contribui na marcação alta e na recomposição defensiva, contrariando críticas antigas sobre sua movimentação. Pedro demonstrou versatilidade ao cobrir espaços no lado direito e integrar o coletivo na pressão, gerando energia para brilhar no ataque.
Possível trio ofensivo e cuidados com o desgaste
De volta ao time inicial após entrar no fim da goleada por 4 a 1 sobre o Independiente del Valle pela Libertadores – onde marcou o quarto gol –, Pedro recuperou a titularidade. Jardim não descartou escalar Pedro ao lado de Bruno Henrique e Arrascaeta, mas alertou para o risco de fadiga em sequência de jogos. "Eles têm o DNA do clube e podem atuar juntos em algumas partidas, mas precisamos rodar o elenco para evitar lesões", explicou o treinador.
Análise da atuação e foco no próximo desafio
Sobre o duelo com o Bahia, Jardim deu nota alta à equipe, mas lamentou a falta de precisão nas finalizações, que poderia ter ampliado o placar. Ele elogiou a persistência rubro-negra em criar chances e gerenciar o resultado após os gols. O próximo compromisso é contra o Vitória pela Copa do Brasil, priorizando a classificação em casa contra um adversário aguerrido.
Prioridades e rotação no elenco
O Flamengo encara múltiplas frentes – Carioca, Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão – com responsabilidade igual em todas. Jardim aposta na rotação para manter o grupo fresco, sem metas irreais como tríplice coroa. Na lateral direita, Varela e Royal disputam vaga: o português traz técnica e associação, enquanto o argentino se destaca em cruzamentos e bolas aéreas. "Rotacionar garante opções de qualidade", defendeu.
Destaques individuais e equilíbrio coletivo
Arrascaeta vive grande fase, com gol e liderança em campo, mas o treinador cobra gols distribuídos pelo time. Paquetá sentiu uma dor leve e será reavaliado. Jardim reforça que o sucesso vem do processo coletivo, com pressão inteligente e transições rápidas, como explorado contra o Bahia, que prefere o jogo centralizado.
