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John McGinn, capitão do Aston Villa: o sonho de um troféu europeu e o peso da braçadeira além do futebol

7 de maio de 20263 min de leituravia Ana Beatriz Santos
John McGinn, capitão do Aston Villa: o sonho de um troféu europeu e o peso da braçadeira além do futebol — Futebol

Entrevista exclusiva com o líder dos Villans

"É o Aston Villa", brinca John McGinn ao Sky Sports. "A gente nunca facilita as coisas para si mesmo". Ainda assim, o time está a um jogo de uma final europeia. "Criamos um pouco mais de trabalho para nós, mas temos confiança de que vamos passar".

A empolgação em Birmingham diminuiu nos últimos dias. O placar de 1 a 0 contra o Nottingham Forest no jogo de ida da semifinal da Europa League já era preocupante. Pior foi a derrota em casa para o Tottenham pelo Campeonato Inglês no domingo.

Isso aumenta a pressão para o duelo de volta. Mas há um motivo para otimismo: o carismático McGinn, ídolo da torcida. O capitão poupou-se contra os Spurs por precaução e deve voltar para liderar o time no Villa Park nesta quinta-feira.

Vantagem do lar e a força da torcida

"Trabalhamos duro para termos o jogo de volta em casa. Era um objetivo grande". Agora, dentro do Villa Park, McGinn quer explorar essa força sob os holofotes. "Este é um lugar especial. Se marcarmos o primeiro gol, o estádio vai explodir".

O escocês já viveu noites mágicas ali e até balançou as redes, como na vitória por 3 a 2 sobre o PSG na Champions da temporada passada, quando os Villans quase eliminaram os campeões.

Sua presença anima. Após oito anos no clube, sua garra e talento conquistam os fãs. Seis de seus sete gols na temporada foram em casa. "O técnico fala que eu jogo diferente aqui. Discordo, mas adoro o apoio das arquibancadas. Não há lugar melhor para atuar".

Conexão profunda e história de superação

Antes de assinar com o Villa, McGinn só conhecia o estádio pelo FIFA. Hoje, a ligação é intensa. "Levantar um troféu seria tudo para mim". Aos 31 anos, ele já celebrou títulos: a Copa da Liga Escocesa com o St Mirren, o primeiro em 26 anos para o clube, e a Copa da Escócia com o Hibernian, quebrando 114 anos de jejum.

Para o Villa, são 30 anos sem taça. "Sei o que isso significa para a torcida que viaja anos sem vitórias. Entendo a importância do jogo".

McGinn se destaca pela humildade. "Ser capitão do Aston Villa vai além do futebol. É jogar com propósito, honrando a história e somando a ela". Steven Gerrard o escolheu pela forma como trata todos no clube, do gramado ao estádio.

Qualidades que inspiram

Gordon Strachan, ex-técnico da Escócia, o promoveu ao ver o jovem ajudar a equipe com equipamentos no treino. "Não sabia que ele observava". Essa ética vem da infância em Clydebank e da base do St Mirren.

Desde a estreia na Premier League em 2019, criou 260 chances (21º no campeonato) e fez 405 desarmes (10º). "Ainda tenho a mesma fome de quando tinha 17 anos. Fico mais experiente, mas a paixão permanece até o fim".

Com contrato renovado, o grupo unido de Unai Emery traz química. "Temos memórias incríveis, mas precisamos entregar mais. Meu foco é erguer uma taça como capitão".

Desafio na Europa League

Virar contra um Forest em forma não será fácil. "Precisamos melhorar muito do último jogo". Mas com McGinn, que fez dois gols contra eles em casa nesta temporada, uma noite épica é possível. "Esse elenco já provou que rende em momentos grandes. Hora de repetir".

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