Jovem perde visão em confusão pós-Fla-Vasco e entra na Justiça contra o Rio

Arthur Cortines Laxe, um estudante de 18 anos de Nutrição na UERJ, pretende acionar judicialmente o governo do Rio de Janeiro. Ele perdeu completamente a visão do olho direito ao ser alvejado por uma bala de borracha disparada por um policial militar, em incidente ocorrido logo após o clássico entre Flamengo e Vasco, no Maracanã, no dia 3 de maio.
Nesta quinta-feira (14), o rapaz registrará boletim de ocorrência na Polícia Civil, dando início ao processo. Seus advogados, Mara Teixeira e Eduardo Ramiro, destacam em comunicado que houve desrespeito aos protocolos de segurança, com tiro ilegal a curta distância e direto no rosto da vítima. Além disso, os PMs não prestaram socorro imediato.
A ação cobrará do estado os custos com cirurgias reconstrutivas, exames, próteses e tratamento para evitar piora no quadro. A defesa também pede indenização por danos morais e estéticos, mais pensão vitalícia, visando compensar a perda irreversível da visão e o impacto na capacidade de trabalho futura. Até agora, nenhum representante do governo procurou a família.
Incidente explode após roubo de celular no entorno do estádio
Tudo ocorreu perto da ala sul do Maracanã, na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Arthur foi envolvido em uma briga iniciada por furto de celular e cercado por policiais da cavalaria, que acabaram atirando. Ele foi socorrido no Hospital Souza Aguiar e, no dia seguinte, transferido para cirurgia plástica na Casa de Saúde São José.
A mãe, Christine Cortines, não poupou críticas à conduta policial: "Meu filho foi mutilado de forma irreversível. E se fosse com o filho deles?". O caso reacende debates sobre segurança em eventos de futebol no Rio.
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