Liam Rosenior no Chelsea: quanto mais tempo em campo, pior o futebol do time

Um começo animador em meio ao caos
A passagem de Liam Rosenior pelo Chelsea começou agitada, com 11 partidas em apenas 35 dias e no máximo quatro dias de intervalo entre os jogos. Com pouco tempo para treinos, ele optou por mudanças mínimas, respeitando a base sólida deixada por Enzo Maresca. 'É um time que conquistou a Copa do Mundo de Clubes há cinco meses e a Conference League no ano passado. Eles foram bem treinados', justificou após a vitória na Copa da Inglaterra contra o Charlton, seu primeiro jogo em janeiro.
Os resultados iniciais confirmaram essa estratégia: oito vitórias em 11 partidas, com derrotas apenas para o Arsenal nas semifinais da Carabao Cup. Houve toques de agressividade no pressing homem a homem, mas sem revoluções radicais.
A ilusão do tempo extra
Após a vitória na Copa da Inglaterra sobre o Hull em fevereiro, o calendário deu uma folga de oito dias. Rosenior viu ali a chance de impor suas ideias. 'Pela primeira vez desde que cheguei, tivemos dois dias para trabalhar tática', comemorou antes do duelo com o Burnley em Stamford Bridge.
No entanto, o oposto aconteceu: quanto mais tempo no gramado, pior o desempenho. O empate frustrante de 1 a 1 com o Burnley marcou o início da queda. Dois meses depois, ele foi demitido, com apenas três vitórias em 12 jogos – duas contra times de divisões inferiores, Wrexham e Port Vale.
Derrotas em série e falhas táticas
O Chelsea acumulou cinco derrotas seguidas na liga sem marcar gols pela primeira vez desde 1912. Derrotas para Arsenal, Manchester City e Manchester United vieram após períodos livres para preparação. Na Champions League, uma humilhante eliminação por 8 a 2 no agregado contra o PSG expôs a ingenuidade do pressing agressivo homem a homem.
Malo Gusto criticou publicamente: 'Às vezes, precisamos recuar e esperar'. O Newcastle explorou a mesma falha, com Tino Livramento livre para decidir o jogo. Anthony Gordon confirmou: 'Sabíamos que podíamos furar o homem a homem deles'.
Problemas internos e comparação incômoda
Enzo Fernandez flertou com o Real Madrid, e Marc Cucurella questionou a demissão de Maresca. Rosenior perdeu autoridade com reações exageradas, como a bronca em um auxiliar do Arsenal e rodinhas pré-jogo que viraram piada.
O elenco sofre com falta de liderança e experiência devido a contratações ruins. Mas o Manchester United, sob Michael Carrick, usou o tempo para evoluir: desde 17 de janeiro, os Red Devils lideram a tabela, enquanto o Chelsea é o 10º, em declínio.
Rosenior pegou um elenco problemático no meio da temporada, mas o tempo só ampliou as fraquezas, selando seu destino.
