Por que Russell precisou trocar a unidade de potência na Hungria?

O que estava em jogo em Budapeste
A Hungria sempre exige equilíbrio perfeito entre classificação e ritmo de corrida, pois a pista estreita dificulta ultrapassagens. George Russell chegou a Budapeste precisando recuperar terreno no campeonato, 50 pontos atrás do companheiro de Mercedes Kimi Antonelli. Qualquer problema mecânico podia custar caro na briga pela liderança.
O clima na equipe era de tensão depois de uma sequência de problemas de confiabilidade que já tiraram pontos dos dois pilotos nesta temporada. Russell precisava de uma boa posição de largada para tentar limitar o prejuízo contra Antonelli, que vem dominando o campeonato.

O vazamento que mudou tudo
Russell parou no final do Q3 após perda de pressão de água no motor. A causa foi uma rachadura provocada ao passar pelo kerb de saída da curva 4 durante sua última volta rápida. A Mercedes decidiu trocar a unidade de potência, a quarta do piloto em 2026, sem receber punição na grade porque a especificação é a mesma e ainda está dentro do limite permitido.
Com a troca, Russell largará em sexto, uma posição à frente de Antonelli, que recebeu três lugares de punição por excesso de velocidade. O britânico terminou a classificação em sétimo, mas ganhou uma posição graças à sanção do companheiro.
A Mercedes já vinha enfrentando dificuldades com o motor. No GP da Bélgica, um erro no software da unidade de potência tirou velocidade de reta de Russell e provocou uma colisão com Lewis Hamilton, encerrando a corrida. A equipe corrigiu o bug para a Hungria, mas o novo problema de vazamento de água mostrou que a confiabilidade ainda preocupa.
Simone Resta, diretor técnico da Mercedes, explicou que o software é igual em todos os carros, mas afetou mais Russell por causa da unidade de potência mais desgastada. Antonelli roda com motor mais fresco, o que dá vantagem. Essa diferença de fase entre os programas dos dois pilotos deve mudar nas próximas etapas, quando Russell também receberá unidade mais nova.
Mesmo com o problema, Russell destacou o bom ritmo de corrida da Mercedes no treino de sexta. Ele acredita que o acerto escolhido priorizou a prova dominical, sacrificando um pouco a classificação. Na Hungria, onde ultrapassar é difícil, começar mais à frente seria fundamental para brigar por pódio e reduzir a diferença no campeonato.
A Mercedes precisa resolver logo esses problemas de motor para não perder mais pontos na reta final da temporada. Russell demonstrou frustração ao parar na pista, mas mantém a esperança de que a troca não atrapalhe o desempenho na corrida. O time trabalha para equilibrar as atualizações e dar ao piloto as mesmas condições que Antonelli tem aproveitado.
O que vem a seguir no calendário
Russell vai tentar recuperar posições logo na largada para minimizar o prejuízo no campeonato. A Mercedes precisa mostrar que resolveu os problemas de confiabilidade se quiser brigar por vitórias nas próximas corridas.
O próximo desafio testa se o ritmo forte de corrida compensará a posição de largada. Qualquer resultado positivo ajuda a manter viva a chance de Russell voltar à disputa pelo título. Os fãs brasileiros acompanham atentos para ver se a equipe prateada consegue estabilizar o carro e o motor a tempo de brigar até o final.
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