Vaia em Anfield: Torcida do Liverpool cobra Arne Slot por futebol sem criatividade no empate com Chelsea
Liverpool enfrenta crise de criatividade
Após o empate por 1 a 1 com o Chelsea no último sábado, Arne Slot, técnico do Liverpool, minimizou as vaias da torcida, atribuindo-as ao resultado. No entanto, a reação dos fãs em Anfield foi motivada principalmente pela atuação sem brilho do time, que já irritava a arquibancada mesmo na frente do placar.
Os torcedores perceberam a perda de ímpeto antes do gol de empate dos Blues. Slot reagiu com ironia às sugestões de que sua equipe recuou de propósito: "Eu gritei para voltarem e defenderem a área? Claro que não era a intenção". Mais tarde, ele admitiu que a impressão foi de retração, mas negou qualquer ordem nesse sentido.
Na segunda etapa, o Liverpool recuperou parte do controle contra um Chelsea que vinha de seis derrotas seguidas na Premier League. Ainda assim, faltou poder ofensivo, um problema recorrente sob o comando holandês.
Os números são preocupantes: o time registrou apenas 0,56 em expected goals (xG), o menor valor desde a vitória magra sobre o Arsenal em agosto. A última vez em casa com criação tão baixa foi em 2021, sem público presente. Slot costuma culpar a finalização, mas o Liverpool ocupa o sétimo lugar em xG na liga – pior posição em dez anos.
São 321 passes por gol nesta temporada, contra 234 na anterior. A torcida rejeita a posse de bola improdutiva. "Não busco posse pelo posse, mas chances e gols", defende o treinador. A solução para esse dilema define o futuro de Slot, como alertou Jamie Carragher: "Essa é a identidade dele, a responsabilidade é do técnico".
Slot promete ajustes: "Sei o que precisamos e estaremos diferentes na próxima temporada". Reforços como um volante de contenção e um lateral-direito são óbvios, mas a convicção da torcida depende de resultados em campo.
Cucurella destrói fraqueza do Liverpool
O interino do Chelsea, Calum McFarlane, confirmou que explorou o lado direito dos Reds, ponto fraco recorrente. Curtis Jones, meio-campista de origem, atuava ali, e Marc Cucurella, lateral-esquerdo natural, avançou como ala e brilhou.
O espanhol teve seis toques na área adversária, mais que qualquer outro em campo. Em seu 148º jogo na Premier League, quase igualou seu recorde pessoal. "Seu movimento sem bola é de elite, timing perfeito", elogiou McFarlane. Cucurella criou caos e só não deu assistência por um impedimento milimétrico.
Finalizações de Doku transformam sua carreira
Jeremy Doku, do Manchester City, vive momento decisivo. Seus gols recentes não garantem o título, mas elevam seu patamar. Após dois golaços contra o Everton – um com cada pé –, ele repetiu a dose no 3 a 0 sobre o Brentford.
Em uma semana, marcou tantos na Premier League quanto em suas duas primeiras temporadas completas. Daniel Sturridge destacou: "É repetição de treino virando instinto". Principalmente driblador e fornecedor de assistências para Guardiola, Doku agora ameaça como finalizador. Se mantiver, vira estrela mundial.
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