Vasco fecha semestre melancólico na zona de rebaixamento com apostas que não deram certo

Planejamento focado no Brasileirão não evita queda para o Z-4
O Vasco da Gama encerra o primeiro semestre de 2026 em situação complicada. Mesmo priorizando o Campeonato Brasileiro desde janeiro, o clube chega à pausa da Copa do Mundo exatamente onde não queria: dentro da zona de rebaixamento.
A estratégia de poupar jogadores e concentrar esforços na competição nacional não surtiu o efeito desejado. Em vez de uma campanha tranquila, a equipe termina o período com dificuldades no ataque, fragilidade na defesa e um mercado de contratações que ainda não entregou resultados.
A derrota por 1 a 0 diante do Atlético-MG, em São Januário, deixou o time no mínimo 52 dias na parte de baixo da tabela, atravessando toda a interrupção do calendário sem conseguir se distanciar do perigo.
Reforços caros não correspondem às expectativas
O desempenho dos jogadores contratados para elevar o nível técnico do elenco é um dos principais motivos para a campanha abaixo do esperado. O diretor de futebol Admar Lopes admitiu que parte dos reforços ainda não justificou o investimento feito.
O atacante Brenner, contratado por cinco milhões de euros (cerca de R$ 31 milhões) para ser o centroavante principal, disputou 24 jogos e marcou apenas três gols. Ele perdeu 14 grandes chances e finalizou apenas 28 vezes na temporada.
Já o colombiano Marino Hinestroza, maior investimento do clube até agora (5,2 milhões de euros), ainda não conseguiu se adaptar. Em 18 partidas, não balançou as redes nem deu assistências, desperdiçando 11 grandes chances.
Matheus França também teve participação discreta em oito jogos, com apenas um gol, e retorna ao Crystal Palace ao fim do empréstimo sem ter conquistado espaço no time.
Problemas defensivos persistem e Robert Renan não resolve
A defesa do Vasco sofreu 29 gols no Brasileirão e conseguiu apenas uma partida sem ser vazada. Robert Renan, emprestado pelo Zenit até junho, manteve atuações regulares, mas não foi suficiente para mudar o cenário coletivo. Com ele em campo, o aproveitamento da equipe ficou em 45%.
Pausa da Copa como chance de ajuste
O balanço do primeiro semestre é predominantemente negativo. O Vasco começou o ano buscando estabilidade e chega à metade da temporada cercado de incertezas e cobrança da torcida. A interrupção do calendário surge como momento para reorganizar o grupo e corrigir falhas acumuladas, mas o retorno será marcado pela necessidade urgente de fugir do rebaixamento.
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