Fórmula 1

Zak Brown explode contra 'times A-B' na F1 e alerta para Mercedes na Alpine!

23 de abril de 20263 min de leituravia F1
Zak Brown explode contra 'times A-B' na F1 e alerta para Mercedes na Alpine! — Fórmula 1

O chefão da McLaren, Zak Brown, voltou a detonar com força a prática de multi-propriedade e parcerias técnicas excessivas na Fórmula 1, especialmente agora com o interesse da Mercedes em adquirir uma fatia minoritária da Alpine. Como fã brasileiro de F1, eu adoro essa briga pela integridade do esporte – afinal, queremos uma competição justa para todos os times!

O que são esses 'times A-B'?

Brown, que lidera a McLaren equipada com motores Mercedes, sempre batalhou contra estruturas onde uma equipe tem laços profundos com outra, seja por donos em comum ou colaborações técnicas. Ele chama isso de 'times A-B' e vê risco grave à essência competitiva da F1. Red Bull controla duas escuderias desde 2005, Ferrari apoia tecnicamente a Haas há anos, e agora a Mercedes surge como possível compradora dos 24% da Alpine detidos pela Otro Capital, fundo americano.

O grupo Renault é o dono majoritário da Alpine, e Flavio Briatore, assessor executivo da equipe de Enstone, frisou que 'normalmente, em uma empresa, 75% decidem e os 25% vão de carona'. Apesar de permitido pelas regras atuais, Brown insiste: 'isso vale para qualquer um, eu reprovo totalmente'.

Preocupações com integridade esportiva

Em entrevista ao Sky Sports News, Brown repetiu seu mantra de uma década: 'Não gosto de co-propriedade nem de times A-B. Isso compromete a integridade do esporte'. Ele citou exemplos concretos, como a volta mais rápida de Daniel Ricciardo na Racing Bulls no GP de Singapura de 2024, que tirou um ponto da McLaren e ajudou Max Verstappen e Red Bull. Além disso, há transferências de propriedade intelectual (IP) entre equipes, trocas de funcionários instantâneas – enquanto ele espera até 2028 para alguns – e vantagens no teto de custos, sem precisar pagar indenizações.

No evento de mídia da McLaren, ele comparou à Premier League: 'Imagina um jogo com dois times do mesmo grupo? Um pode cair se perder, o outro aguenta. É o risco que corremos'. Para Brown, o limite deve ser só o fornecimento de motores como clientes, com as 11 equipes totalmente independentes.

Diálogo no Acordo de Concorde e elogios à Red Bull

Ele levou o tema às discussões recentes do Acordo de Concorde e crê que 'está sendo gerenciado agora', mas alerta para não aumentar. Louva o investimento da Red Bull nas últimas duas décadas, entende a compra da Minardi em 2005, mas avisa: não repita o modelo. 'Fico feliz que Racing Bulls e Red Bull não pareçam o mesmo carro', disse, elogiando a transparência de Laurent Mekies, chefe da Red Bull. Conversas no Concorde trataram de possível desinvestimento futuro, mas com respeito ao legado deles – desde que monitorado de perto.

O que diz Toto Wolff?

Toto Wolff, líder da Mercedes, negou planos de tornar a Alpine (que recebe seus motores desde este ano) uma equipe júnior. 'Estamos analisando ângulos diferentes, sem conclusões. Queremos ver se faz sentido', afirmou sobre a minoria com Otro Capital. Um consórcio ligado a Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, também entra na disputa pelas ações.

A F1 segue vibrante, e essa polêmica só aquece a paixão dos torcedores brasileiros pela categoria! Próxima parada: GP de Miami, de 1º a 3 de maio, fim de semana com Sprint.

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