Cirurgia nas costas de Rodri expõe fragilidade do City na largada

O problema surge logo na largada
O Manchester City entra na temporada 2026/27 já sentindo o peso de uma ausência importante. Rodri, eleito melhor jogador da Copa do Mundo de 2026 após liderar a Espanha ao título, precisa de cirurgia nas costas e corre risco de perder os primeiros jogos da Premier League. O meio-campista disputou todas as oito partidas do torneio apesar do desconforto e agora paga o preço físico.
O que isso significa para o City
A lesão representa um golpe significativo para o Manchester City na preparação para a nova campanha sob o comando de Enzo Maresca. Rodri é capitão da seleção espanhola e peça central do meio-campo do City, onde dita o ritmo, protege a defesa e distribui jogo com categoria. Sem ele, o time perde raça e equilíbrio no setor que mais decide partidas.
O clube inicia a temporada em casa contra o Bournemouth no dia 23 de agosto. Depois vem a sequência contra Crystal Palace, Coventry, Manchester United e Sunderland antes da pausa de setembro. Cada um desses confrontos exige um meio-campo sólido, algo que Rodri sempre entregou mesmo após o período difícil de lesões anteriores.

Em 2024 ele rompeu o ligamento cruzado anterior e jogou apenas três partidas na Premier League. Na temporada seguinte limitou-se a 21 jogos. Mesmo assim, manteve o nível que o levou à Bola de Ouro de 2024 e à convocação para a Copa do Mundo. Sua capacidade de superação vira exemplo para gerações mais novas, como ele mesmo destacou após a final.
Maresca e a diretoria querem renovar o contrato de Rodri, que tem apenas um ano restante e já foi ligado ao Real Madrid. A cirurgia chega em momento sensível, pois o espanhol é referência dentro e fora de campo. Sem prazo definido para retorno, o City precisa encontrar soluções imediatas para não perder embalo logo no começo da briga por vaga na Champions.
A defesa do título da Premier League depende de um meio-campo consistente. Rodri costuma ser o jogador que equilibra a equipe, permitindo que os atacantes tenham liberdade. Sua ausência inicial pode forçar Maresca a mudar o esquema ou acelerar a integração de outros nomes, algo que nem sempre dá certo nas primeiras rodadas.
Historicamente o City sofre quando perde o controle do meio. Sem a presença física e a leitura de jogo de Rodri, os adversários tendem a explorar espaços centrais, especialmente em transições rápidas. Os próximos jogos contra Bournemouth e Crystal Palace servirão de teste para ver se o grupo consegue manter o padrão mesmo com essa baixa.
A notícia também afeta a seleção espanhola, que contou com a liderança de Rodri em momentos decisivos. No clube, a prioridade agora é o tratamento e a recuperação para que ele volte com a mesma raça que mostrou na Copa. Enquanto isso, o City joga contra o relógio para ajustar o elenco antes que a temporada ganhe velocidade.
Fãs brasileiros acompanham de perto porque Rodri é um dos estrangeiros mais respeitados da Premier League. Sua história de superação após lesões graves inspira quem vê o futebol como exemplo de resiliência. O City, por sua vez, precisa mostrar que consegue lidar com a ausência sem comprometer os objetivos da temporada.
A janela de transferências ainda oferece opções, mas nenhuma substitui de imediato a qualidade e a experiência de Rodri. Maresca terá de contar com o que tem em casa e talvez promover jovens do sub-23 para preencher o vazio. O importante é não deixar que a lesão atrase o planejamento de toda a temporada.
Rodri já demonstrou que sabe voltar de situações difíceis. O clube espera que essa nova parada seja curta e que ele retome o protagonismo assim que possível. Até lá, o City precisa de respostas coletivas para manter a briga por vaga na parte de cima da tabela.
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