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Equilíbrio fiscal vira prioridade no futebol brasileiro diante de dívida bilionária

Por Rafael Mendes5 de junho de 20262 min de leitura
Equilíbrio fiscal vira prioridade no futebol brasileiro diante de dívida bilionária — Futebol

Receitas recordes não impedem alta no endividamento

O futebol brasileiro alcançou números expressivos em 2025, com a Série A movimentando R$ 14,3 bilhões em receitas. Mesmo assim, o endividamento total das equipes da elite chegou a R$ 17,3 bilhões, pressionado principalmente por gastos com salários e contratações rápidas. Diante desse quadro, a busca por controle financeiro ganhou força e contou com o apoio do Sistema de Sustentabilidade Financeira criado pela CBF.

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Mirassol destaca-se pela gestão eficiente

O Mirassol, estreante na Série A, apresentou resultados impressionantes. A receita total saltou para R$ 183 milhões, representando crescimento de 341% em relação ao ano anterior. O clube também registrou EBITDA de R$ 64 milhões e encerrou o exercício como aplicador líquido, com dívida líquida de R$ 41 milhões. A folha salarial enxuta, de R$ 77,5 milhões, contribuiu para o equilíbrio operacional.

Juventude mantém estabilidade e caixa positivo

O Juventude registrou receita de R$ 137 milhões, com leve queda em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o EBITDA alcançou R$ 33 milhões e o clube terminou o ano como aplicador líquido, com dívida líquida de apenas R$ 1 milhão. A folha de pagamento mais baixa da divisão, R$ 59 milhões, reforçou a estratégia de planejamento de médio e longo prazo.

SAFs e novos modelos de gestão

A profissionalização por meio das Sociedades Anônimas do Futebol avança e aproxima os clubes de práticas corporativas. O Cuiabá, primeiro time da Série A a adotar o modelo, e o Paraná Clube, que passou por reestruturação de passivo superior a R$ 240 milhões, mostram que governança e previsibilidade são essenciais para a competitividade sustentável.

Planejamento como pilar do futuro

Especialistas e dirigentes destacam que a organização financeira deixou de ser apenas meta administrativa e passou a integrar a estratégia esportiva. Clubes que combinam resultado em campo com responsabilidade fiscal ganham vantagem no cenário atual do futebol brasileiro.

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