Largada em Spa testa Antonelli, mas Mercedes confirma domínio no GP da Bélgica

A pole que virou vitória em meio ao desafio de Verstappen
Kimi Antonelli mostrou por que lidera o mundial ao garantir a pole no GP da Bélgica por 0,317s sobre Max Verstappen. O jovem da Mercedes chegou a Spa com a pressão de ampliar a vantagem de 25 pontos, mas logo ficou claro que a posição de honra na primeira fila não seria simples de defender. O traçado belga costuma punir quem sai na frente por causa da longa reta após a curva La Source, onde o carro de trás ganha velocidade com o vácuo. Antonelli precisava de uma largada limpa e depois proteger a liderança na subida até Les Combes, ponto clássico de ultrapassagem nos últimos anos.
O que isso significa para o campeonato
A prova em Spa reforçou que Antonelli tem velocidade para controlar rivais mesmo quando perde a ponta na primeira volta. Verstappen passou na entrada de Eau Rouge, mas o italiano recuperou a liderança ainda na reta Kemmel e depois administrou a corrida com estratégia inteligente nos pits. Leclerc terminou em segundo e Verstappen completou o pódio em terceiro, enquanto Russell, companheiro de equipe, bateu e abandonou. Com a sexta vitória da temporada, Antonelli estendeu a folga na tabela e mostrou que a sequência de problemas de confiabilidade da Mercedes ficou para trás.
O resultado em Spa muda pouco na briga pelo título, mas deixa claro que Verstappen e as Ferrari precisam de algo mais que um bom começo de corrida para ameaçar o líder. Antonelli agora chega à Hungria com moral alto e a certeza de que seu carro tem ritmo para manter a dianteira mesmo em pistas de alta velocidade. A temporada de 2026 segue emocionante, e os fãs brasileiros têm um nome para acompanhar de perto: o italiano da Mercedes que está ditando o ritmo na Fórmula 1.

A performance de Antonelli nas sessões de treinos livres já apontava para esse domínio. Ele foi o mais rápido tanto na sexta quanto no sábado, mostrando que o acerto da Mercedes funcionava muito bem nas curvas rápidas das Ardennes. Verstappen, por sua vez, admitiu que precisou do vácuo do companheiro para chegar à segunda posição e que, sem isso, dificilmente teria largado tão à frente. A diferença de três décimos na classificação se manteve realista na corrida, impedindo que o holandês representasse ameaça constante ao líder.
Outro ponto importante foi a forma como Antonelli administrou os pneus. A degradação no lado esquerdo é alta em Spa e ele soube dosar o ritmo para evitar desgaste excessivo, mantendo-se à frente mesmo após o undercut tentado por Verstappen. Russell, apesar de sentir falta de velocidade em reta, tinha esperanças de repetir o bom resultado de Silverstone, mas um acidente encerrou sua participação cedo. Com isso, a Mercedes perdeu a chance de dobrar no pódio, porém a vitória de Antonelli já bastou para aumentar a vantagem no campeonato.
Olhando o histórico recente, Spa costuma premiar quem tem ritmo de corrida forte e não apenas uma volta rápida. Nos últimos três anos a liderança mudou logo nas primeiras voltas exatamente por causa da reta Kemmel. Antonelli quebrou essa maldição ao recuperar a ponta com categoria e depois abrir distância. Sua vitória marca a primeira vez que um polesitter consegue triunfar em Spa desde 2022 e reforça a fase atual da Mercedes.
Para os torcedores brasileiros, o GP da Bélgica trouxe um gostinho especial. Ver um piloto jovem e talentoso como Antonelli segurar a pressão de Verstappen e das Ferrari em uma pista tão exigente renova o interesse na temporada. A luta pelo título continua aberta, mas a consistência do líder italiano deixa claro que quem quiser superá-lo terá de trabalhar duro em cada detalhe. A próxima etapa na Hungria promete mais emoção, e Antonelli chega como franco favorito para manter a sequência de bons resultados.
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