Fernando Alonso aprova pacote da Aston Martin e mira Q2 no GP da Hungria

Fernando Alonso gostou do que viu no carro atualizado da Aston Martin durante os treinos livres do GP da Hungria.
O espanhol completou a sexta-feira com sensação de progresso real depois de estrear o pacote com 16 peças novas. O time escolheu Budapeste, na 11ª etapa, para finalmente trazer a grande atualização que vinha sendo prometida desde o início da temporada de 2026.
Pacote chega tarde, mas entrega o prometido
Aston Martin começou o ano com muitas expectativas. Depois de contratar Adrian Newey em março de 2025, o objetivo era sair da zona intermediária e brigar com as grandes equipes. O resultado foi o oposto: motor Honda abaixo do esperado e chassi que não entregou performance. Enquanto rivais atualizavam várias vezes, a Aston esperou até agora para lançar seu grande pacote.
Na FP1, Alonso ficou em 13º, a 2,4 segundos do primeiro colocado. Mesmo assim, ele já sentiu diferença. "O carro ficou mais colado ao chão e mais fácil de guiar", resumiu o piloto. A correlação entre o que o time esperava e o que apareceu na pista foi o ponto mais positivo para ele. Newey também reforçou que esse é apenas o primeiro passo de um novo carro.
O dia teve contratempo. Lance Stroll sofreu suspeita de falha na suspensão traseira esquerda ainda na FP1 e ficou fora da segunda sessão. A peça quebrada não era nova, mas estava cercada por componentes atualizados, o que complicou o diagnóstico imediato. Mesmo com o problema, Alonso seguiu rodando normalmente e terminou satisfeito.

Olho na classificação e no motor Honda
Alonso perdeu uma volta mais rápida por sair da pista e ainda enfrentou bandeira vermelha provocada por Colapinto. Mesmo assim, ele acredita que há mais ritmo para extrair no sábado. O objetivo claro é chegar à Q2 pela primeira vez na temporada. O time também espera que o motor atualizado da Honda chegue depois do intervalo, no GP da Holanda, em Zandvoort.
Newey foi direto ao falar com a imprensa: o alvo imediato é a "respeitabilidade". Depois de um começo de pesadelo, um ponto já seria avanço. O clima dentro da equipe melhorou com a chegada do pacote, mas todos sabem que ainda falta muito para brigar na frente.
Para o torcedor brasileiro que acompanha a F1, o GP da Hungria marca o momento em que a Aston Martin tenta virar a página. O circuito de Hungaroring costuma punir erros de acerto e recompensa quem acerta o equilíbrio do carro. Com 16 atualizações no chassi, a equipe finalmente testa se a direção técnica de Newey começa a dar resultado. Alonso repetiu que o carro ficou mais previsível, mas alertou que o trabalho continua. O próximo teste real será a classificação de sábado e, depois, a prova de domingo.
A temporada de 2026 já mostrou que paciência é essencial. Equipes que demoraram para trazer peças grandes agora tentam recuperar terreno antes do fim do ano. A Aston Martin aposta que esse pacote, somado ao motor Honda novo, pode devolver ao time um pouco do respeito perdido nos primeiros meses. Alonso, com sua experiência, segue como a voz que mais transmite confiança dentro do box. O espanhol sabe que cada décimo conquistado agora ajuda na briga por posições na tabela de construtores e, quem sabe, em uma vaga mais confortável para 2027.
No paddock, o otimismo controlado é visível. Newey já falou que o caminho é passo a passo. Alonso concorda e destaca a correlação positiva entre simulação e pista como sinal de que o projeto está no rumo certo. Para os fãs, resta torcer para que o carro atualizado permita ao menos chegar à Q2 e marcar os primeiros pontos da temporada. O GP da Hungria, mais uma vez, pode ser o divisor de águas para a Aston Martin.
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