Decisão da FIA sobre upgrades de motores da Mercedes provoca debate na F1

FIA autoriza melhorias para Mercedes e Ferrari
Após o Grande Prêmio de Mônaco, a FIA divulgou os resultados do sistema ADUO, que avalia o desempenho dos fabricantes de unidades de potência para 2026. A Mercedes, líder da temporada com seis vitórias, e a Ferrari receberam permissão para realizar aprimoramentos no motor de combustão interna, enquanto a Red Bull, considerada a mais potente, ficou sem direito a alterações.
De acordo com os critérios, a Mercedes está mais de 2% atrás da Red Bull e ganhou uma oportunidade de upgrade. Já Ferrari, Audi e Honda, mais de 4% distantes, terão direito a duas melhorias cada.
Croft critica a lógica da medida
No podcast The F1 Show, o comentarista David Croft expressou perplexidade com a resolução. Ele destacou que a equipe com o pacote mais competitivo no momento recebe autorização para evoluir, ao passo que a fabricante que lidera em potência fica impedida de avançar.
Croft questionou a necessidade de uma espécie de equilíbrio de performance na Fórmula 1, algo inédito na categoria, e sugeriu que os regulamentos de 2026 deveriam permitir maior liberdade de desenvolvimento sem restrições de custo.
Red Bull fica surpresa com o resultado
O repórter Craig Slater relatou que a Red Bull Powertrains ficou atônita com a classificação. Apesar do feito de construir o motor mais potente logo na primeira tentativa, a equipe não poderá realizar ajustes e isso pode afetar sua competitividade futura, inclusive no que diz respeito à permanência de Max Verstappen na categoria.
Slater ressaltou que o resultado representa um marco para uma fabricante estreante, mas não resolve eventuais desequilíbrios no grid.
A categoria segue agora para o Grande Prêmio da Espanha, em Barcelona.
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